Resumo: Nesta segunda-feira (25), o Irã informou avanços nas negociações com os EUA para encerrar a guerra de forma duradoura, mas destacou que o acordo não é iminente. Em coletiva semanal, o porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que parte dos temas já está encaminhada, porém ainda há pontos a consolidar para que haja um acordo definitivo.
Baqaei explicou que, embora as discussões tenham avançado em várias frentes, não há garantia de assinatura em breve. O representante ressaltou a necessidade de tempo para consolidar compromissos que promovam estabilidade regional e encerrem o conflito, mantendo a cautela que norteia as negociações.
Separadamente, o governo iraniano revelou planos de cobrar taxas por serviços de navegação dos navios que passam pelo Estreito de Ormuz. O objetivo é financiar medidas de proteção ambiental no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico e no Mar de Omã. Baqaei deixou claro que o país não busca apenas cobrar pedágios, destacando que as cobranças possuem finalidade específica de segurança e proteção ambiental.
No cenário internacional, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu segundo mandato, tem acompanhado de perto as negociações e, em meio a tensões, pressionado por soluções que reduzam o risco de confrontos. As conversas entre Teerã e Washington seguem com passos cautelosos, buscando um acordo que possa estabilizar a região sem abrir espaço para retrocessos.
Apesar dos sinais de progresso, as autoridades iranianas destacam que não há previsão de assinatura imediata. As próximas rodadas de diálogo devem manter o foco em compromissos que garantam tranquilidade na região e preservem as vias marítimas estratégicas, especialmente o Estreito de Ormuz.
