A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, 22 anos, tem explicação clínica: a autópsia aponta cardiomiopatia hipertrófica como causa. A Polícia Civil investiga o caso em São Paulo, e o corpo será cremado nesta segunda-feira.
Natural do Rio de Janeiro, Gabriel, conhecido como “Bbezinho”, conquistou forte presença online com cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e quase 400 mil inscritos no YouTube, onde falava de treino, alimentação e rotina de preparo físico.
No início da trajetória, defendia o fisiculturismo natural e treinamentos acessíveis; depois passou a se dedicar em tempo integral ao esporte, mudando-se para São Paulo após fechar patrocínio.
Ele se preparava para competir no Musclecontest Brasil, marcado para julho em Curitiba, inspirando-se em ícones do esporte como Arnold Schwarzenegger e Franco Columbu.
A investigação, conduzida pelo 57º Distrito Policial, no Parque da Mooca, aguarda laudos do IML para esclarecer as circunstâncias do óbito. A família optou pela cremação, com cerimônia restrita a parentes próximos.
A Integralmédica destacou que Gabriel inspirava milhares de jovens com sua energia, disciplina e autenticidade, deixando um legado no fisiculturismo brasileiro.
A hipertrofia cardíaca é caracterizada pelo espessamento do músculo do coração, especialmente no ventrículo esquerdo, e pode dificultar o bombeamento de sangue. Em casos com origem genética, é uma das principais causas de morte súbita em atletas jovens, reforçando a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento médico.
