Deputado pede inelegibilidade de vereador que xingou colega: “Baitola”. Veja vídeo

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Resumo: Um deputado estadual de São Paulo pediu a inelegibilidade do vereador Rafael Ranalli, de Cuiabá (MT), após ele proferir uma ofensa homofóbica durante uma sessão da Câmara Municipal. O episódio, registrado em 19 de maio, evidencia tensões políticas locais e o debate sobre decoro no parlamento.

Rafael Ranalli em sessão da Câmara de Cuiabá
Foto: Reprodução/Youtube (Câmara dos Deputados de Cuiabá) — 19 de maio

Durante a 29ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, Ranalli deixou o microfone aberto e chamou um colega de “baitola” enquanto discutia com outro parlamentar. A fala foi registrada no momento em que o debate divagava entre questões de composição de forças na casa e críticas entre aliados e adversários.

O episódio provocou reação rápida. O deputado Guilherme Cortez (Psol), de São Paulo, encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o pedido de inelegibilidade de Ranalli, argumentando que a fala demonstra desrespeito à dignidade humana e fere o decoro parlamentar. Cortez afirmou ainda que a política não pode ser palco para homofobia, que ele classificou como crime.

A fala antedita não foi o único ponto de discórdia envolvendo Ranalli. Em 14 de maio, ele já havia utilizado o termo “punhetagem” ao criticar emendas parlamentares federais, associando a prática a um suposto lobby de deputados federais. A discussão girou em torno da proposta de reformular a divisão de impostos entre município, estado e União, defendendo mudanças para reduzir a influência de emendas.

A defesa de Ranalli sustentou a necessidade de transformar o sistema tributário de modo que a arrecadação seja dividida entre as três esferas, o que, segundo ele, facilitaria a chegada de serviços à cidade, ao estado e à União. A fala ressalta o debate sobre como as emendas federais afetam a gestão local e o ritmo da entrega de políticas públicas.

O caso vem ganhando destaque na cidade, evocando discussões sobre o limite entre críticas políticas e respeito aos direitos de minorias. Ainda sem decisão formal da Câmara, moradores observam o desfecho com atenção, em um momento em que a cidade busca equilíbrio entre autonomia local e responsabilidade institucional.

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