Resumo: gastos da Vice-Governadoria da Bahia sob Geraldo Jr. subiram 157% nos últimos 3,5 anos, frente ao segundo mandato de João Leão (2019-2022). Desde janeiro de 2023, o gabinete acumula R$ 32,4 milhões, contra R$ 12,6 milhões gastos por Leão em seus quatro anos no cargo. A tendência aponta para continuidade de despesas elevadas à medida que o mandato avança.
Entre janeiro e maio deste ano, o gabinete de Geraldo Jr. consumiu R$ 4,1 milhões. As principais despesas foram diárias de militares, salários, passagens e contratos de locação de mão de obra, refletindo gastos operacionais ampliados. Esse conjunto inclui ainda serviços terceirizados e manutenção administrativa, aumentando o peso da folha e de contratos.
No conjunto de 2025, o desembolso totaliza R$ 10,8 milhões, com R$ 6,15 milhões destinados a militares, incluindo salários, auxílios e diárias. O ritmo atual sugere que o ano pode manter esse patamar superior aos anteriores, ampliando a diferença frente ao período de João Leão.
Em 2024, quando Geraldo Jr. disputou a Prefeitura de Salvador e ficou em terceiro, com 10,33% dos votos válidos, as despesas do gabinete chegaram a R$ 9 milhões. Em 2023, primeiro ano à frente da Vice-Governadoria, os gastos somaram R$ 8,4 milhões.
Durante a gestão de João Leão, as despesas anuais da Vice-Governadoria permaneceram abaixo de R$ 4 milhões. Até 2023, os gastos totalizaram R$ 3,05 milhões; em 2024 houve recuo para R$ 2,8 milhões; em 2021, R$ 3,43 milhões e, em 2022, R$ 3,36 milhões.
