Resumo: Uma maquiadora morreu após um procedimento estético com PMMA no Brooklin, em São Paulo. A médica responsável, Dra. Tábita Nunes Marcolino Jorge, é investigada pela Polícia Civil por morte suspeita. A defesa afirma que não houve intercorrência e que Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira saiu do local em bom estado, com a filha confirmando o estado estável até o desfecho do caso.
Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, 48 anos, realizou o preenchimento de PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas na manhã de 25 de maio, em uma sala dentro de um empreendimento no Brooklin, zona sul de São Paulo. Segundo a polícia, a maquiadora perdeu a consciência dentro de um carro de aplicativo durante o trajeto para o edifício e chegou ao hall do local já desacordada, ocorrendo a parada cardiorrespiratória ali mesmo.
Na defesa, a Dra. Tábita Nunes afirma que o procedimento transcorreu sem intercorrências: a paciente permaneceu bem, conversando e até almoçando no dia do atendimento. Acompanhada pela filha, Roseli saiu com bom estado clínico e só teria apresentado mal-estar no trajeto para a clínica. Ao chegar à recepção, Roseli desmaiou; a médica iniciou rapidamente as manobras de reanimação e acionou o SAMU.
A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e o inquérito ainda está no estágio inicial. Não há, até o momento, laudo que comprove relação direta entre o procedimento estético e o óbito. O registro foi aberto para apurar a causa real da morte, com a perícia prevista para esclarecer os fatos. A defesa ressalta que o desmaio aconteceu durante o deslocamento, não no consultório.
A Dra. Tábita Nunes Marcolino Jorge possui pós?graduação em dermatologia, mas, segundo a defesa, não é residente médica na área. Ela compareceu voluntariamente ao 27º Distrito Policial, prestou depoimento e permanece à disposição da Polícia Civil, expressando solidariedade à família e o compromisso com a verdade técnica dos fatos.
A família da vítima e a cidade aguardam as apurações para que as circunstâncias do falecimento sejam esclarecidas. A investigação continua sob a ótica de autoridades, profissionais de saúde e moradores da região, enquanto a saúde pública acompanha o caso com cautela.



