A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Caminho das Pedras para aprofundar investigações sobre um esquema suspeito de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro ligado à apreensão de 1,3 tonelada de cocaína no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, no fim de 2025. A ação visa esclarecer a atuação da organização criminosa e desbaratar a rede de ocultação de recursos.

A PF realizou 20 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. O foco principal foi Governador Valadares (MG), apontada como base da organização criminosa.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas, o sequestro de imóveis, veículos de luxo e uma aeronave supostamente utilizada pelo grupo. A medida busca interromper o fluxo de recursos ligados ao crime.
As investigações indicam que o grupo pode atuar não apenas na cocaína apreendida em Confins, mas também em outras remessas enviadas para a Europa. A PF suspeita de uma estrutura sofisticada para ocultar o dinheiro obtido com o tráfico, dificultando o rastreio de recursos.
Os investigados podem responder por tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A PF continua apurando possíveis vínculos com outros esquemas ligados ao envio de entorpecentes ao exterior, com novas diligências ainda em curso.
