INSS: jovens ricaços na mira da PF são conhecidos como Golden Boys

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Nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mira a Farra do INSS. Em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal, 31 mandados de busca e apreensão e oito cautelares de monitoramento eletrônico foram cumpridos, para esclarecer descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

No centro da investigação estão Igor Dias Delecrode, 28 anos, Felipe Macedo Gomes, 35, Anderson Cordeiro, 38, e Américo Monte, 45. Eles comandam as entidades Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP, que, somadas, teriam faturado cerca de R$ 700 milhões com descontos nas mensalidades de aposentados. Além disso, controlam uma fintech Rendbank, uma construtora e uma empresa de crédito consignado, ostentando imóveis e carros de luxo em Alphaville, região de Barueri, na Grande São Paulo.

Documentos internos e relatórios do Coaf apontam que o grupo desviava recursos para as próprias empresas, usando um sistema de biometria para validar assinaturas de aposentados filiados, sem o consentimento das pessoas.

Golden Boys, como são conhecidos pela polícia, já tinham sido alvo de ação anterior em outubro do ano passado, quando foram apreendidos veículos de luxo, cofres, armas, munições e fortunas em dinheiro.

A primeira etapa da Operação Sem Desconto ocorreu em abril de 2025; depois, parentes passaram a ocupar posições de liderança nas entidades. O Metrópoles revelou ainda que grupos de mensagens eram usados para tratar da gestão dessas associaçoes.

O escândalo moveu mais de R$ 2 bilhões entre 2023 e 2024. O dinheiro, retirado da conta de aposentados, foi destinado a pelo menos 29 entidades que ofereciam planos de saúde e seguros. Ao todo, tramitam mais de 60 mil processos judiciais no país envolvendo descontos indevidos, com indícios de fraude para filiar milhares de idosos sem autorização.

O diretor de Benefícios do INSS, André Fidelis, foi exonerado após as denúncias. Em 2024, sete novos termos de cooperação entre o INSS e as entidades foram firmados, elevando questionamentos sobre a supervisão dessas parcerias.

A nova fase envolve 31 mandados de busca e apreensão, oito cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas, em estados como Pernambuco, São Paulo e Paraíba, além do Distrito Federal. As investigações visam esclarecer crimes como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.

A PF também acompanha ligações entre dirigentes das associaçoes, empresas e parentes de Camisotti, com documentos exibidos pela imprensa listando relações e parentescos. Em meio a isso, houve apreensões de bens de luxo, reforçando a rede de atividades sob investigação, incluindo o uso de entidades ligadas a um conjunto de empresários de seguros e saúde.

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