Resumo rápido: Nesta terça-feira (26/5), Israel lançou uma ofensiva ampla no Líbano, com mais de 100 bombardeios contra o Hezbollah, sobretudo no sul do país. Nabatieh foi alvo após ordens de evacuação, apesar do cessar-fogo vigente desde 17 de abril. O premiê Benjamin Netanyahu prometeu ampliar a ofensiva, enquanto o conflito continua a provocar deslocamentos e mortes no Líbano desde o início da crise, em março.
A cidade de Nabatieh registrou explosões após o aviso de evacuação. Observadores relataram colunas de fumaça em vários pontos e as autoridades pediram aos moradores que se desloquem para o norte do rio Zahrani, na tentativa de reduzir riscos.
Mesmo com o cessar-fogo, as operações aéreas e terrestres continuam. Israel ampliou as ações para além da chamada linha amarela, uma zona de segurança no sul do Líbano, segundo fontes militares.
Na véspera, Netanyahu declarou planos de intensificar a campanha contra o movimento pró-iraniano: “Vamos aumentar os ataques, ampliar o poder e esmagar o Hezbollah”, afirmou o premiê.
Na região sul, Srifa foi atingida, ceifando a vida de um socorrista e ferindo dois, segundo o Ministério da Saúde libanês. O número de trabalhadores de emergência mortos no conflito chegou a 120.
Outras localidades, como Mashghara, também sofreram perdas: ao menos 11 pessoas morreram e 15 ficaram feridas, incluindo crianças e uma mulher. As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atingido mais de 100 alvos do Hezbollah durante a noite, enquanto o Hezbollah disse ter repelido uma incursão perto de Zawtar al-Sharqiya, com foguetes, artilharia e drones explosivos.
O cessar-fogo continua instável, com a pressão internacional, liderada pelos EUA, buscando uma saída diplomática. Desde o início da crise, os bombardeios deixaram mais de 3.200 mortos no Líbano, segundo autoridades locais. A situação segue tensa, com a região em alerta constante.
