Psicoterapeuta investigado por crimes sexuais induziu transferência de R$ 345 mil de paciente, diz investigação

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O psicoterapeuta Jordan Campos, conhecido nas redes por ter mais de 400 mil seguidores e por atuação há mais de 10 anos, está no centro de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) por estelionato, crimes sexuais e assédio. A chamada Operação Catarse deflagrou mandados de busca e apreensão na residência e no consultório dele, em Salvador, nesta terça-feira (26).

Segundo o MP-BA, a apuração aponta que Campos teria induzido uma paciente a transferir cerca de R$ 345 mil para suas contas após descobrir a boa condição financeira da vítima. A transferência, descrita na investigação, ocorreu durante sessões de terapia. A vítima chegou a se mudar para Salvador para trabalhar no escritório do terapeuta, mas teve o acesso ao local bloqueado e foi afastada da dinâmica clínica. A ação foi batizada como “Operação Catarse” e incluiu mandados de busca nos bairros Pituba e Caminho das Árvores, áreas de alta renda da capital.

O MP também autorizou o bloqueio de bens no valor de mais de R$ 960 mil e a suspensão do exercício de atividades profissionais ligadas à psicoterapia, incluindo consultas, cursos, palestras, mentorias e eventos vinculados.

Em nota, Campos negou as acusações, afirmou ser inocente e disse que colaborará com a Justiça. O terapeuta lembrou que já havia sido investigado pelo Ministério Público do Trabalho, com arquivamento por ausência de provas de assédio; o que muda, segundo ele, é a repercussão midiática.

A apuração envolve quatro vítimas identificadas, pacientes, alunas e seguidoras, e, mesmo sem condenação, a investigação prossegue. Campos alega ter atuado por 20 anos e garante que continuará contribuindo com a Justiça para esclarecer tudo.

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