Israel anunciou a suspensão das relações com o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, em resposta à possível inclusão do país numa lista de Estados e grupos acusados de violência sexual em conflitos. O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, informou que o diálogo com o gabinete de Guterres ficará congelado até o fim do mandato do líder da organização.
A decisão surge após a inclusão potencial de Israel na lista, com a acusação de que o país utiliza violência sexual como arma de guerra contra detentos palestinos em prisões e centros de detenção. A ONU sustenta que há relatos confiáveis que embasam a ação, ainda que o relatório completo não tenha sido publicado e já esteja sob avaliação pelos países envolvidos. A missão israelense também criticou a resistência de Tel Aviv em permitir o acesso de inspetores internacionais.
Danon qualificou as acusações como ultrajantes e acusou Guterres de tentar igualar Israel ao Hamas. A medida de retaliação implica o “congelamento” de qualquer interlocução com o gabinete do secretário-geral até o término do mandato, em 31 de dezembro de 2026, segundo a representação israelense.
A ONU fundamenta a decisão em relatos considerados críveis de abusos cometidos por forças de segurança israelenses e aponta obstáculos ao acompanhamento internacional. O órgão também ressalta as dificuldades de acesso às instalações de detenção, o que dificulta investigações independentes.
Especialistas avaliam que a medida marca um dos momentos mais tensos entre Israel e a ONU desde os ataques de 7 de outubro de 2023, quando o relacionamento já vivia um período de desgaste. Mesmo assim, o governo de Israel manteve críticas duras às condenações da ONU ao uso de força em Gaza. Com esse cenário, o leitor pode acompanhar os desdobramentos diplomáticos e refletir sobre o papel da ONU na defesa de direitos humanos em conflitos. Compartilhe sua opinião nos comentários sobre esse rompimento e as implicações para a diplomacia internacional.
