Governo da Bahia retira o Banco Master do empréstimo com garantia da União. O governador Jerônimo Rodrigues sancionou lei que exclui o Banco Master da negociação de até R$ 200 milhões que o estado iria tomar com garantia da União, deixando a contratação sob responsabilidade do Banco do Brasil em vez do Banco de Brasília (BRB). A publicação no Diário Oficial ocorreu nesta quinta-feira (28). A operação tem origem em uma lei de 2021, assinada na gestão do ex-governador Rui Costa, que autorizou o empréstimo com o BRB.
BRB passou a acumular o peso das carteiras do Banco Master, com compras que somam R$ 30,4 bilhões desde 1º de julho de 2024, conforme planilhas de prestação de contas obtidas pela LAI. Além disso, outros R$ 10,8 bilhões foram incorporados por meio de substituições: o BRB devolvia ao Master carteiras consideradas problemáticas do Credcesta e recebia ativos novos em troca.
As aquisições iniciaram em julho de 2024 e envolveram ativos variados, como crédito de varejo, crédito de atacado, CDI, CRI e fundos. Em março de 2025, o BRB identificou indícios de fraude em parte dessas carteiras, mas as negociações não foram interrompidas. Após detectar irregularidades, o banco realizou novas compras que somaram R$ 20,7 bilhões em produtos do Master.
A sequência de eventos revela o desafio de gerenciar ativos de crédito entre o governo estadual e instituições públicas, com a necessidade de maior transparência e controles, sobretudo em operações que envolvem o BRB e o Banco Master.
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