O presidente Lula ainda não confirmou se vai ao Diálogo da Indústria, evento da CNI que ocorre em Brasília em 22 de junho, após críticas do setor ao acordo para encerrar a jornada 6×1. O debate envolve trajetória econômica, calendário político e o interesse de empresários em mudanças que afetem o ambiente de negócios.


O Diálogo da Indústria, realizado desde 1994, está marcado para o próximo dia 22 de junho, em Brasília. O evento reúne lideranças do setor produtivo e autoridades para discutir mudanças no ambiente de negócios e na legislação que impactam diretamente a indústria.
Entre os convidados, a coluna apurou que Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, já confirmou presença. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também espera receber o senador Flávio Bolsonaro, reforçando o protagonismo político no encontro.
No centro da pauta está o fim da escala 6×1, tema que gerou críticas entre empresários. O acordo firmado entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e Lula tem sido visto como um movimento com sabor eleitoral, conforme avaliação do setor produtivo.
Críticas à agenda
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a proposta de encerrar a escala 6×1 parece ter motivação estritamente eleitoral. Ele ressaltou que o prazo de 60 dias para a entrada em vigor dificulta o planejamento das empresas, especialmente as pequenas e médias, sem oferecer garantia real de benefício para o trabalhador.
“Dar 60 dias depois de promulgar para entrar em vigor é uma assinatura mais do que clara de que o motivo é estritamente eleitoral. Não há preocupação com o real benefício. Uma conquista efetiva para o trabalhador precisava ser discutida melhor”, declarou o presidente da CNI.
O tema do Diálogo da Indústria gira justamente em torno de mudanças na jornada de trabalho, com a participação de empresários e representantes do governo para avaliar impactos na competitividade, no emprego e na formalização.
E você, o que pensa sobre esse debate? Acredita que ajustes na jornada de trabalho são necessários ou prefere manter o modelo atual? Compartilhe sua opinião nos comentários e indique quais pontos você considera mais importantes para o futuro da indústria no Brasil.
