Cantareira vai continuar a ter captação menor em junho

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Medida impõe restrições à água dos rios e reservatórios durante o período seco, que vai até novembro

  • Por Agência Brasil
  • 30/05/2026 07h56

Rovena Rosa/Agência Brasil

Sistema Cantareira

O estado tem adotado medidas preventivas diante de um possível agravamento das secas frente ao fenômeno El Niño

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou que manterá o Sistema Cantareira operando na Faixa 2 – Atenção durante todo o mês de junho. A medida impõe restrições à captação de água dos rios e reservatórios durante o período seco, que vai até novembro.

Na faixa de atenção, a Sabesp, companhia de água de São Paulo, poderá captar até 31 m³/s , um pouco abaixo do volume normal de captação, de 33 m³/s , como forma de equilibrar os reservatórios dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

Localizado ao norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo, o Cantareira é o maior dos sete sistemas de abastecimento da região e responde por cerca de metade do volume de água disponível a 38 municípios.

“A ANA e a SP Águas reforçam a importância da adoção de medidas operacionais de gestão da demanda no contexto dos serviços de abastecimento de água tanto para a redução do consumo de água e de perdas quanto para o estímulo ao uso racional do recurso pela população. As agências recomendam, ainda, a adoção de medidas de uso racional de água pelos demais usuários para preservar o volume de água armazenado nos reservatórios do sistema”, explicou a agência reguladora, em nota.

A Sabesp faz uso de ações contínuas de diminuição de perdas, como redução da pressão durante parte do dia desde a estiagem do ano passado.

O estado tem adotado medidas preventivas diante de um possível agravamento das secas frente ao fenômeno El Niño, com alta probabilidade de ocorrência este ano.

Fiscalização de queimadas

Uma operação para prevenção de incêndios e queimadas, feita pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e por batalhões da Polícia Militar Ambiental, encontrou irregularidades em 179 locais. As autoridades lavraram 639 Termos de Vistoria Ambiental e cinco boletins de ocorrência, informou o MP-SP.

“Durante os trabalhos, foram verificadas as condições de manutenção dos aceiros (faixas sem vegetação que funcionam como barreiras para conter o avanço das chamas), além da situação das faixas de domínio às margens de estradas e linhas férreas. No setor sucroalcooleiro, a fiscalização também incluiu a análise dos planos de prevenção a incêndios e da adoção efetiva de medidas preventivas”, informou o Ministério Público, em nota.

O programa de prevenção aos incêndios e queimadas foi aprimorado em 2024, quando as lavouras de cana sofreram incêndios bastante extensos, com a fumaça atingindo grandes cidades do estado e a própria capital. Desde então, os órgãos de fiscalização ambiental, a Defesa Civil e outras instituições têm atuado de maneira integrada para evitar que a situação se repita.

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  • Chuvas, queimadas, Sistema Cantareira

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