Resumo de repercussão: a Justiça da Bahia suspendeu de forma imediata o contrato da dupla Victor & Leo para o São João de 2026 em Quijingue, após ação do Ministério Público. A juíza Dione Cerqueira Silva destacou que o município não pode pagar cachês acima da média de 2025, ainda mais em uma cidade com cerca de 30 mil habitantes.
A decisão foi assinada na quarta-feira, 27 de maio, e aponta que os custos com o festejo “ultrapassam milhões de reais”. O documento registra que o município, diante da situação, não pode aceitar compromissos financeiros tão elevados para um evento de grande porte, sobretudo em contexto de emergência. A Justiça enfatiza a necessidade de equilíbrio entre gastos públicos e prioridades da cidade.
Entre os itens citados, o cachê para a apresentação de Victor & Leo estava orçado em R$ 780 mil. A ação do Ministério Público da Bahia questiona justamente esse montante, dentro de uma linha de gasto que soma R$ 4,5 milhões com atrações artísticas em municípios que enfrentam situações de emergência.
Além de Victor & Leo, a matéria menciona shows de Murilo Huff, contratado por R$ 650 mil, e César Menotti & Fabiano, por R$ 600 mil. A magistrada ressalta que há uma disparidade entre a situação financeira do município, suas necessidades de serviços públicos e os valores destinados aos eventos, o que não mostra proporcionalidade.
A decisão sustenta que o município contratou artistas com cachês elevados mesmo depois da decretação da emergência, o que reforça a leitura de uso inadequado de recursos públicos diante do cenário de crise.
E você, o que acha dessas escolhas de gastos para festas populares quando há serviços públicos prioritários? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como enxerga o equilíbrio entre cultura local e responsabilidade fiscal.
