Servidor do Metrô cria mais de 40 perfis fakes para perseguir mulher

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Um agente de segurança do Metrô-DF foi condenado pela 5ª Vara Criminal de Brasília a 2 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão, mais 21 dias-multa e R$ 10 mil de danos morais e materiais, por importunação sexual e stalking. A sentença revela uma obsessão que o levou a criar mais de 40 perfis fakes para perseguir uma servidora, com investidas iniciadas em 2022 e que se intensificaram até 2024, quando a vítima registrou ocorrência.

Conforme o processo, as investidas começaram em janeiro de 2022, com mensagens dirigidas à vítima. Ela respondeu educadamente, deixando claro que não havia interesse, mas ele insistiu em contato, apresentando desculpas que não impediram novas abordagens ao longo de 2023.

Uma passagem grave descrita pela vítima envolve insistência no contato, mesmo após ela demonstrar desconforto.

Segundo a mulher, por ter ficado nervosa, a mensagem, mas logo em seguida teria recebido outra, em que o acusado reforçava que precisavam conversar, deixando até seu telefone. Nesse momento, a vítima respondeu com palavrões, pedindo para que o acusado a deixasse em paz.

A perseguição se estendeu até agosto de 2024, quando a servidora registrou boletim de ocorrência e solicitou medidas protetivas. Além de mensagens, houve abordagens presenciais e questionamentos sobre a vida íntima da vítima, que levou a vítima a se afastar das dependências do metrô por um período.

“O denunciado ultrapassou todos os limites do razoável, se distanciando do romantismo/tentativa de conquista e adentrando no campo da intolerável perturbação, desprezando por completo a vontade da vítima e considerando apenas o seu próprio desejo”, apontou o magistrado.

Na avaliação do juiz, ficou claro que o condenado tinha uma obsessão muito grande, que o levou a criar perfis falsos, tentar estar onde a vítima estivesse e, mesmo ciente da inadequação, insistia em abordar, retornando sempre após breves afastamentos. A pena definitiva foi de 2 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão, além de 21 dias multa e R$ 10 mil por danos morais e materiais; a decisão ainda cabe recurso.

A reportagem procurou o Metrô-DF para comentar a decisão, mas a empresa ainda não se manifestou. O caso destaca como a Justiça trata casos de perseguição e violência silenciosa no ambiente de trabalho, com consequências graves para a vítima.

E você, já viu situações em que alguém transforma a paixão em perseguição? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como acha que casos assim devem ser enfrentados pela Justiça e pelas empresas.

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