Resumo: Thiago Pitthan, advogado de 49 anos em Campo Grande, vive com câncer de estômago terminal. Em vez de uma despedida tradicional, ele organizou o próprio velório em vida — uma celebração da vida com música, amigos e histórias, inspirada na despedida do pai. A cerimônia, realizada em março, reuniu familiares, colegas e apoiadores para lembrar a trajetória de vida, não apenas a doença. Palavras-chave: velório em vida, câncer terminal, Campo Grande, Thiago Pitthan.
A ideia ganhou forma em um galpão da cidade, sem velas, ritos fúnebres ou clima fúnebre. Em vez disso, houve roda de samba, bandas de rock, chope, comida e discursos que destacaram histórias e afetos. O objetivo era claro: celebrar o que ainda há, com Thiago recebendo amigos como anfitrião de sua própria cerimônia. O diagnóstico chegou há pouco mais de um ano e ele está em tratamento paliativo para manter a melhor qualidade de vida possível.


Ao chegar o momento da “despedida” planejada, Thiago reforçou o convite para todos participarem e disse aos seguidores, em tom afetuoso: “Bora celebrar a vida”. Nas imagens e vídeos compartilhados, ele aparece discursando com humor, arrancando risadas e até dançando com os convidados. O espírito da ocasião era claro: agradecer e celebrar, sem o peso da morte.
“Essa festa aqui é sobre vida, alegria, felicidade. Eu tenho muita sorte e isso o câncer não tira de mim”, afirmou o anfitrião, em depoimento compartilhado nas redes.
O convívio foi marcado por reflexões sobre a luta contra a doença. Em momentos de emoção, Thiago destacou que vencer o câncer é diário: “eu venço ele todos os dias quando eu acordo decidido que hoje vai ser um dia bom”. Ao final, o velório em vida assumiu o papel de encontro de gratidão, onde o protagonismo foi ouvir e sentir o carinho de quem faz parte de sua história.
Essa história mostra que despedidas não precisam ser só de tristeza: podem também ser celebrações que reforçam vínculos, lembranças e esperança. E você, já pensou em transformar uma despedida em uma celebração de vida para alguém que você ama? Compartilhe nos comentários como você lidaria com uma situação semelhante ou quais ideias você levaria para valorizar cada dia.
