Bebidas alcoólicas, vestuários e produtos esportivos: saiba quais são os produtos mais falsificados do Brasil 

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O Brasil registrou um prejuízo recorde de R$ 514 bilhões em 2025 devido ao comércio irregular de bebidas alcoólicas, vestuário, combustíveis e outros produtos, conforme o Anuário da Falsificação 2026 da ABCF. A perda, 8% superior ao ano anterior, atinge arrecadação tributária e faturamento de setores legais, além de colocar em risco a saúde pelos casos de adulteração, como bebidas contaminadas com metanol.

O comércio ilegal ocorre em três frentes: falsificações diretas, com embalagens idênticas aos originais mas conteúdos perigosos; manipulação industrial proibida, envolvendo versões “genéricas” de medicamentos como semaglutida e tirzepatida produzidas em laboratórios clandestinos; e substâncias sem registro, com componentes ainda em fases de testes, vendidos sem controle.

O Estado de São Paulo surge como o centro do comércio ilegal no país, concentrando 40% de todas as perdas nacionais, o que equivale a R$ 205,6 bilhões. Além disso, o estado lidera as apreensões da Receita Federal, respondendo por cerca de 20% das operações realizadas no Brasil, apesar de não fazer fronteira externa.

Setores com maiores prejuízos em 2025 incluem bebidas alcoólicas (R$ 89,5 bilhões), vestuário (R$ 55 bilhões) e material esportivo (R$ 32 bilhões). Outros itens com perdas significativas são combustíveis (R$ 30 bilhões), perfumaria (R$ 22,8 bilhões), defensivos agrícolas (R$ 22 bilhões), medicamentos (R$ 16,8 bilhões), ouro (R$ 13,8 bilhões), TV por assinatura (R$ 13 bilhões), autopeças (R$ 13 bilhões), elétricos (R$ 12 bilhões), óptica (R$ 11,8 bilhões), higiene e cosméticos (R$ 11,5 bilhões), cigarros (R$ 10,5 bilhões), celulares (R$ 10,5 bilhões) e suplementos alimentares (R$ 10 bilhões).

Para enfrentar esse quadro, a Câmara dos Deputados aprovou, em outubro do ano passado, um projeto de lei que tornar a falsificação, a adulteração e a alteração de substâncias ou bebidas crimes hediondos, com pena prevista entre quatro e oito anos de reclusão. A combinação de perdas econômicas e riscos à saúde reforça a necessidade de fiscalização mais firme e de medidas legais mais rigorosas.

E você, como enxerga os caminhos para reduzir esse danos? Comente abaixo suas ideias sobre fiscalização, legislação e educação do consumidor para combater o comércio irregular e proteger a saúde e o bolso de toda a população. Seu ponto de vista pode ajudar a ampliar o debate público sobre esse tema importante.

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