Sintomas e causas da gripe: como identificar e tratar a infecção respiratória

Escrito por: Diógenes Cunha

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A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório causada pelo vírus influenza. O quadro surge de forma repentina e pode derrubar o corpo rapidamente, deixando o nariz, a garganta e os pulmões comprometidos. O aumento das infecções durante o inverno levanta a necessidade de alerta, prevenção e tratamento adequado. A vacinação anual continua sendo a defesa mais eficiente contra as formas graves da doença.

Sinais costumam aparecer de forma abrupta: febre alta repentina; dor intensa no corpo; cansaço extremo; dor de garganta e tosse seca; coriza, nariz entupido e espirros; calafrios, suor e fortes dores de cabeça. O desconforto pode evoluir rapidamente para sensação de mal-estar geral.

A gripe é causada pela infecção e reprodução do vírus influenza nas vias respiratórias. O frio em si não inicia a doença, mas o inverno facilita a transmissão: as pessoas passam mais tempo em locais fechados e mal ventilados. A propagação ocorre principalmente por gotículas lançadas ao tossir, espirrar ou falar, além do contato com superfícies contaminadas e o toque nos olhos, nariz ou boca.

Na maioria dos casos, o diagnóstico é clínico, com o médico avaliando a história, respiração e sinais durante a consulta. Em situações de risco ou para diferenciar de outras infecções graves, podem ser pedidos testes rápidos com cotonete (swab nasal), exames de sangue ou painéis virais laboratoriais para confirmar a linhagem, como H1N1 ou H3N2.

O tratamento foca em aliviar o desconforto e permitir que o organismo combata o vírus naturalmente. Recomenda-se repouso em casa, hidratação intensa, uso de analgésicos e antipiréticos para baixar a febre e aliviar dores. Em quadros graves ou de alto risco, podem ser indicados antivirais específicos, sempre com orientação médica. Evite antibióticos, que não combatem vírus, e procure orientação profissional antes de usar qualquer medicamento antigo.

A vacinação contra a gripe é a defesa mais eficaz para reduzir casos graves e internações. O Ministério da Saúde define anualmente quem tem direito à imunização gratuita pelo SUS: idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas e região quilombola. Profissionais de saúde, professores, motoristas de transporte coletivo, caminhoneiros de longa distância e pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente também integram o grupo prioritário e devem buscar um posto de saúde.

Medidas simples do dia a dia ajudam a evitar a transmissão: manter as mãos limpas com frequência, cobrir boca e nariz ao tossir com o antebraço e ventilar bem ambientes fechados. Se os sintomas persistirem por dias sem melhora, ou houver falta de ar, febre alta que não cede, procure a unidade básica de saúde ou pronto atendimento próximo para avaliação.

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