Trump convida Xi Jinping para visitar a Casa Branca em setembro

Escrito por: Diógenes Cunha

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O presidente dos EUA, Donald Trump, convidou Xi Jinping para visitar a Casa Branca em setembro, durante a primeira visita de um líder chinês a Pequim em quase uma década. O encontro sinaliza um esforço de retomada de cooperação entre as duas maiores economias, com Taiwan no centro das discussões.

A recepção no Grande Salão do Povo incluiu tapete vermelho, banda militar, salva de 21 tiros e crianças entoando mensagens de boas-vindas. Empresários da delegação norte-americana, como Jensen Huang, da Nvidia, e Elon Musk, da Tesla, participaram das conversas com as autoridades dos dois países.

Trump afirmou que a relação bilateral será “melhor do que nunca” e mostrou interesse em acordos nos setores agrícola e aeroespacial. Xi Jinping defendeu que China e EUA devem agir como “parceiros e não rivais” e questionou se as duas nações podem superar a chamada “Armadilha de Tucídides” para construir um novo modelo de cooperação.

A pauta, no entanto, ficou marcada pela questão de Taiwan. Pequim vê a ilha como território e elevou o tom sobre o assunto, enquanto Washington, formalmente reconhecendo apenas Pequim, autoriza vendas de armas para a defesa de Taiwan. Taipei classificou a ilha como o maior risco para a paz regional.

Na véspera, Trump já havia dito que discutiria as vendas de armas a Taiwan, e a Casa Branca classificou as conversas como “boas”, sem entrar no tema. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, informou que Trump deverá abordar Taiwan nos próximos dias.

Analistas veem o tom direto de Xi como uma estratégia de barganha. Pequim parece buscar compromissos de Trump em relação a Taiwan, enquanto os dois lados também discutiram questões do Oriente Médio, com foco na guerra no Irã e na estabilidade regional.

Os líderes concordaram em manter o Estreito de Ormuz aberto para o fluxo de energia, com a China se opondo à militarização da hidrovia ou à cobrança de tarifas. Ao final, o encontro foi encerrado com um banquete de Estado, marcado por pratos como lagosta e pato de Pequim, visto por Trump como uma oportunidade de conversa entre amigos.

Especialistas avaliam que o encontro sinaliza uma tentativa de reequilibrar a relação EUA-China, mas ressaltam que Taiwan continuará sendo o ponto sensível entre as duas nações. E você, quais desdobramentos espera para as relações entre Washington e Pequim? Comente abaixo sua leitura sobre o cenário e o impacto para a região.

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