Um homem de 51 anos registrou hoje um boletim de ocorrência contra o vereador Rubinho Nunes (União), em São Paulo, após alegar ter sido alvo de cusparada e insultos durante uma discussão na Avenida Paulista. Ele também relata ataques racistas nos comentários de vídeos publicados pelo parlamentar sobre o episódio.
Conforme o boletim, o confronto ocorreu no dia 17 de maio, após o denunciante questionar Rubinho sobre quais projetos de lei ele aprovou para melhorar segurança, educação e saúde. Segundo a vítima, o parlamentar o insultou chamando-o de ladrão e vagabundo, e, em determinado momento, houve a alegação de que Rubinho cuspiu em seu rosto. A testemunha afirma que, após o ocorrido, os seguranças o impediram de avançar.
O denunciante também informou que, desde o episódio, vídeos foram postados nas redes sociais do vereador com a imagem dele, o que, segundo ele, abriu espaço para ataques de cunho racista nos comentários.
Outro lado: Rubinho Nunes disse à reportagem que o homem teria tentado roubar uma placa com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que motivou a confusão e o suposto cuspe. O parlamentar anexou dois vídeos curtos do episódio. Em um deles, seria possível ver o momento em que o homem tenta retirar a placa com a mensagem “rejeição de Lula explode” e é contido pelo vereador. A equipe do Metrópoles optou por não veicular as imagens, por estarem editadas para redes sociais. A gravação original, sem edição, ainda não havia sido entregue à apuração.
Sobre os ataques nos comentários, o denunciante disse que foram frequentes após as publicações, com referências à sua cor de pele. Entre os trechos recebidos pela reportagem, constam mensagens como: “será que ele já viu o discurso do Lula dizendo que um negro sem dente não pode representar o Brasil?” e outras que associam a pele do homem a preconceitos. Em uma resposta, Rubinho chegou a comentar sobre higiene, dizendo que “tem que passar álcool 70”.
A história segue em apuração, com a reportagem buscando novas declarações e a íntegra das imagens originais. E você, o que acha deste conflito entre representantes públicos e cidadãos? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como isso pode impactar a confiança na atuação de vereadores.
