Resumo rápido: o reverendo Pavel Shreider, 66 anos, pastor da Igreja Adventista da Reforma Verdadeira e Livre, foi deportado do Quirguistão após meses de prisão marcados por denúncias de maus-tratos durante interrogatórios. O caso, acompanhado pelo Forum 18, envolve deterioração da saúde do religioso e uma série de decisões judiciais e administrativas que provocaram forte reação internacional.
Deportação e detalhes iniciais: no dia 9 de abril, agentes do CSN removeram Shreider de Bishkek e o levaram até a fronteira terrestre, sem qualquer marcação de deportação em seu passaporte. A esposa dele, Nelya, acompanhou a saída. Shreider nasceu no Quirguistão e possui passaporte russo, o que complica ainda mais a situação legal e de residência no país.
Em contraste com o rito da deportação, o tribunal também moldava o futuro do próprio condenado. Em 25 de março, o Supremo Tribunal de Bishkek comutou o restante da pena de três anos por uma multa correspondente a três meses de salário médio. O pastor foi libertado no mesmo dia, sem que fosse exigido dinheiro pela deportação, segundo relatos das autoridades e da imprensa local.
A saúde de Shreider deteriorou-se durante a custódia. Sua filha, Vera Shreider, pediu atendimento médico às autoridades da Prisão nº 21 em 12 de setembro. Em 22 de setembro, o chefe da prisão informou que médicos haviam diagnosticado uma “lesão cerebral traumática” com “comprometimento cognitivo”. Em 25 de setembro, Shreider foi transferido da Prisão 21 para a Unidade Médica de Segurança Máxima da Prisão 31, em Bishkek, onde permaneceu sob tratamento.
O histórico do caso remonta a novembro de 2024, quando a CSN invadiu a casa do pastor e a de outros dez membros da igreja, prendendo-os sob acusações consideradas fabricadas de “incitar a inimizade”. A família e apoiadores relatam tortura durante os interrogatórios; as autoridades negaram as abusos. Shreider afirmou ter sido submetido a agressões físicas, incluindo socos, chutes e pressão para confessar, com relatos de uso de canos de ferro.
A situação ganhou eco internacional. Em 23 de julho, cinco relatores especiais da ONU, entre eles Nazila Ghanea, destacaram prisões, detenções e torturas associadas ao caso, pedindo investigações transparentes. Relatores mencionaram testemunhos de agressões físicas, estrangulamento com sacos plásticos e uso de armas de choque contra homens da congregação Adventista da Reforma Verdadeira e Livre.
Conclusão e participação do leitor: este caso levanta importantes debates sobre direitos humanos, liberdade religiosa e a atuação das autoridades do Quirguistão. O que você pensa sobre equilíbrio entre segurança pública e proteção de liberdades religiosas? Compartilhe sua opinião nos comentários e acompanhe os desdobramentos deste caso. Palavras-chave: deportação do pastor, tortura, Quirguistão, Pavel Shreider, Forum 18, direitos humanos, Adventista.
