Belo Horizonte volta a discutir a montagem eleitoral em Minas: PL e Republicanos avaliam uma chapa pura para o governo, com o senador Cleitinho Azevedo entre os favoritos para encabeçar o palanque e, quem sabe, atuar como vice. Simultaneamente, as siglas discutem um apoio nacional do Republicanos a Flávio Bolsonaro (PL) na presidencial, além de indicar ou apoiar senadores pelo PL. A ideia é manter o tabuleiro estadual firme, sem abrir mão de alianças estratégicas.
O ex-prefeito de Patos de Minas, Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), afirmou que a conversa ainda não fechou, mas já aponta uma trajetória de convergência. “O PL está pleiteando tudo que tem direito… o melhor para Minas vai ser feito. É um momento de ceder um pouco, o outro também e eu espero que a gente consiga fazer essa composição”, disse ele ao Metrópoles. A reunião com lideranças do PL e a presença de Flávio Bolsonaro sinalizam a busca por uma costura entre as siglas.
Dark Horse pode ter elevado o preço da aliança: a divulgação de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro trouxe incertezas adicionais às negociações. Questões sobre o filme que celebra Bolsonaro e suspeitas de origem de recursos para o projeto agravam as tratativas com outras legendas. Nesse cenário, o Republicanos pondera a possibilidade de lançar Cleitinho ao comando, com Falcão como cabeça de chapa em Minas, caso a aliança se torne mais difícil.
Rompimento da relação com o PT também aparece no radar. A costura entre Republicanos e PL poderia encerrar a relação atípica com o governo federal. Embora o PL integre a base de Lula no papel, muitos parlamentares da sigla já são alinhados ao bolsonarismo.
No início deste ano, Marcos Pereira alegou ver com dificuldade a possibilidade da sigla em apoiar a reeleição do petista e alegou que estão entre um nome de oposição ou a decisão pela neutralidade.
O Republicanos mantém, porém, vínculos com a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), fundada em 2005, o que molda o cenário político no estado.
Com a proximidade do prazo para definir a chapa, Cleitinho mantém a aposta de fortalecer credenciais para integrar o time que disputa Minas. O cenário mineiro, entre negociações, jantares e visitas a eventos, segue em aberto, com consequências também para a relação entre as cadeiras estaduais e o bloco federal.
E você, leitor, como vê esse movimento de fusão entre PL, Republicanos e a base do governo federal em Minas? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte o que acha que essa composição pode significar para as eleições no estado e no país. Sua participação ajuda a entender o cenário que se desenha.
