Resumo: a China rejeita alegações dos EUA de uso de trabalho forçado em suas exportações e critica a ameaça de novas tarifas de 12,5% anunciada pelos Estados Unidos, em meio a uma tensão comercial que envolve as duas maiores economias do mundo.
Segundo o relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), a China e outros parceiros, incluindo o Brasil, teriam falhado em impedir a entrada de mercadorias produzidas sob condições abusivas, o que, na visão de Washington, justificaria a cobrança de tarifas adicionais de 12,5% sobre determinados produtos.
A China rebateu categoricamente as acusações. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse que “não existe trabalho forçado na China, e nos opomos a que isso seja usado como desculpa para manipulação política”. O país também defendeu que divergências econômicas devem se resolver por meio do diálogo e da cooperação, e que medidas unilaterais prejudicam o comércio global.
Pequim sustentou que conflitos comerciais precisam de canais de negociação abertos e que novas barreiras tarifárias dificultam o crescimento mútuo, enfatizando que a escalada de tensões não beneficia ninguém.
Os questionamentos aparecem pouco depois de Trump retornar de uma visita oficial à China, onde se reuniu com o presidente Xi Jinping para discutir ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado chinês e atrair mais investimentos chineses nos EUA, numa tentativa de fortalecer laços entre as duas maiores economias. Analistas observam que a tensão pode se manter enquanto as duas partes buscam espaço para diálogo, com a China pedindo cooperação e Washington mantendo a pressão tarifária. E você, como enxerga esse embate entre China e EUA? Compartilhe sua opinião nos comentários.
