Resumo: nova pesquisa do Barna Group mostra que cristãos e pastores nos EUA estão abertos a usar inteligência artificial para bem-estar, propósito e crescimento espiritual, mas também temem que a IA interprete mal as Escrituras ou substitua líderes religiosos. O estudo revela uso já presente da IA entre líderes e aponta uma lacuna: poucas igrejas adotaram políticas formais sobre o tema.
O Barna Group divulgou resultados de duas pesquisas realizadas em parceria com a Gloo como parte da iniciativa Estado da Igreja. Em novembro de 2025, 1.514 adultos responderam nos EUA; em dezembro de 2025, 442 pastores protestantes participaram. Os dados trazem um retrato de aceitação e ceticismo coexistentes em relação à IA.
Entre os cristãos, 48% disseram confiar na IA para ajudá-los a crescer espiritualmente; 61% confiam na tecnologia para alcançar estabilidade financeira e 56% para apoiar o bem-estar mental e físico. Mais da metade afirma que usaria IA para se sentir mais feliz, expressar seu verdadeiro eu, encontrar sentido e construir relacionamentos significativos. De modo geral, cristãos praticantes demonstraram maior confiança na IA do que pastores ou cristãos não praticantes.
“Os cristãos estão abertos ao suporte da IA em áreas centrais — bem-estar, propósito e até crescimento espiritual — e chegam a considerar a orientação da IA quase tão confiável quanto a de um líder espiritual”, afirmou Daniel Copeland, vice-presidente de pesquisa do Barna. Ainda assim, emergem dúvidas sobre a função da IA no terreno da fé e da integridade das Escrituras, que preocupam tanto fiéis quanto líderes.
A preocupação com a interpretação das Escrituras é marcante: cerca de 83% dos cristãos praticantes e 94% dos pastores temem leituras incorretas da Bíblia pela IA. Quase três quartos da população adulta nos EUA compartilham dessa apreensão. Em paralelo, 63% dos pastores e 72% dos cristãos praticantes temem que a IA os substitua, e 73% dos praticantes temem que a tecnologia abale a confiança dos fiéis.
No relatório “Tecnologia para Impacto Missionário: Estado da Tecnologia na Igreja em 2026”, Barna e Pushpay mostram que cerca de 60% dos líderes religiosos usam IA para fins pessoais pelo menos de vez em quando, e apenas 24% afirmam nunca usar. A pesquisa anterior de 2025 aponta que a maioria dos pastores utiliza IA para preparar sermões, com ChatGPT e Grammarly como ferramentas mais usadas. Ainda, 65% temem que a IA possa usurpar seu papel, e 70% temem a queda da confiança dos fiéis.
Apesar dessas tensões, apenas 5% dos líderes afirmam que suas igrejas já possuem uma política de IA formalizada — sinal de caminho a percorrer. A partir de dados recentes, fica claro que a tecnologia chega para ficar, exigindo diretrizes claras para equilibrar uso benéfico com responsabilidade espiritual.
O que você pensa sobre o uso de IA em contextos de fé? Você acredita que ela pode ajudar no crescimento e no cuidado com as pessoas, ou teme impactos na confiança e na autoridade religiosa? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como você enxerga esse equilíbrio entre benefício e responsabilidade.
