Mãe de menina autista grava áudios e denuncia maus-tratos em creche

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Resumo: uma mãe de uma menina de 4 anos com TEA denunciou maus-tratos na Escola Municipal Comecinho de Vida, em Turiúba, no interior de São Paulo. A prefeitura afastou as servidoras, abriu uma sindicância e autoridades apuram denúncias de agressões, inclusive por falhas na segurança, com câmeras supostamente sem funcionamento.

A família percebeu os primeiros sinais há cerca de dois meses, quando a menina passou a apresentar mudanças bruscas de comportamento. Antes autônoma, ela passou a demonstrar medo constante, evitava ficar sozinha em casa e se recusava a frequentar a creche, levantando dúvidas sobre o que estaria ocorrendo na escola.

A mãe tentou ver as imagens das câmeras, mas foi informada de que os equipamentos estavam sem funcionar, o que impediria a checagem do ambiente escolar. O objetivo era confirmar ou contestar relatos sobre a rotina da turma.

“Ficou a voz de uma criança contra a voz de um adulto”, disse a mãe durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

Para registrar evidências, a mãe colocou um gravador na mochila da filha. Ao longo de vários dias, o equipamento captou mais de 200 áudios, que foram encaminhados à Polícia Civil e ao Ministério Público. Segundo ela, há relatos de agressões diretas e de falas ofensivas voltadas a crianças, além de uma funcionária que mencionou cortar o braço de um aluno com uma tesoura.

Em resposta, a Prefeitura de Turiúba informou o afastamento cautelar das servidoras envolvidas e a abertura de uma sindicância para apurar os fatos. A administração reforçou o compromisso com a transparência e a apuração rigorosa. O Metrópoles tentou contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e com o Ministério Público para entender as medidas adotadas, mas não obtiveram retorno até o fechamento desta reportagem.

Este caso reacende a discussão sobre a proteção de crianças na rede pública e a importância de investigações rápidas para assegurar um ambiente seguro nas escolas. Queremos ouvir você: qual é a sua opinião sobre medidas de proteção e apuração em casos de possível violação de direitos de crianças na educação?

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