Parlamentares de esquerda encaminharam ao STF um pedido para investigar o financiamento do documentário Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o escopo de um inquérito ligado ao Banco Master. A denúncia aponta ligações entre o núcleo financeiro do banco e a produção, com indícios de uso de recursos públicos e privados.
A petição sustenta que a produção foi financiada por Daniel Vorcaro e envolve a produtora responsável, além de uma ONG associada ao filme e contratos firmados com a Prefeitura de São Paulo.
No campo dos recursos públicos, o documento cita uma operação recente da Polícia Civil de São Paulo que apura irregularidades no programa Wi?Fi Livre SP, que instala pontos de internet pública, envolvendo entidades ligadas ao Dark Horse e à produtora Karina Gama.
Um segundo ponto destacado é o patrocínio de 3,5 milhões de reais liberado pela Prefeitura de São Paulo para uma feira gospel, cuja organização também foi comandada pela Karina Gama.
Os parlamentares argumentam que as transações descrevem um “eixo comum” entre pessoas e empresas, sugerindo uma circulação de verbas entre o setor público e o privado que justificaria a unificação das investigações sob a relatoria de André Mendonça.
Eles solicitam a preservação de todos os documentos, mensagens e registros de comunicação dos envolvidos e que o STF determine o envio de inquéritos e processos administrativos em andamento em outros órgãos, para dar resposta integrada aos fatos.
Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre ampliar o escopo do inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos; a solicitação também visa avaliar a inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro no rol de investigados.
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