Um programador de Los Angeles criou o Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, um rastreador de jatos privados que mede a ansiedade das elites ao redor do mundo. O sistema, alimentado por dados de ADS-B de cerca de 11 mil aeronaves, compara a atividade atual com uma linha de base histórica e atribui um nível de 1 a 5. Alertas podem ser enviados por Telegram, e-mail ou SMS quando há desvios incomuns.
A ideia nasceu de uma grande preocupação: a ameaça de Donald Trump, atual presidente dos EUA em seu segundo mandato, de que uma guerra ou crise poderia devastar a civilização. Ao imaginar quem tem acesso a informações críticas com antecedência, o criador questionou como a elite reage a grandes incertezas e decidiu testar a teoria com dados históricos de tráfego aéreo.
Como funciona? O sistema monitora uma rede de receptores que captam sinais ADS-B em todo o mundo, identificando cerca de 11 mil jatos. Em seguida, compara o volume de voos com uma base histórica e gera uma escala de alerta de 1 a 5. Um salto repentino acima de cinco desvios-padrão aciona alertas automáticos.
O projeto não é um detector científico de catástrofes. Mesmo um nível 5 pode ter explicações banais, como feriados ou deslocamentos de pessoas ricas. Ainda assim, o criador vê o rastreador como um termômetro do medo das elites e como uma forma de entender a concentração de poder. Ele também mantém a renda de cerca de 60 mil dólares por ano, além de cerca de 2,5 mil assinantes — alguns gratuitos, outros pagando cinco dólares por ano por alertas via SMS ou e-mail.
Além de explorar vigilância tecnológica, o trabalho de McDonald se conecta às leituras de The Washington Post sobre as reflexões de Douglas Rushkoff em Survival of the Richest, que descrevem ultrarricos preparando bunkers e fortunas para cenários extremos. O rastreador, nesses termos, funciona mais como um termômetro do medo das elites do que como uma previsão definitiva, lembrando que a concentração de riqueza e poder pode orientar comportamentos em tempos de incerteza. E ele mantém o humor no processo, dizendo que o objetivo é provocar reflexão, não alarmismo. E você, o que pensa sobre medir o medo das elites com dados de voo?
