Resumo: Israel amplia ataques no sul do Líbano após o Hezbollah rejeitar o cessar-fogo. A ofensiva já deixou 3.526 mortos no lado libanês, 27 soldados israelenses e um civil, agravando a crise humanitária e provocando deslocamentos em massa.
Nesta sexta-feira, Israel lançou novos ataques no sul do Líbano, com ordens de evacuação para várias cidades. A violência incluiu ataques aéreos que ceifaram sete vidas em Tyro, sendo quatro perto do Hospital Jabal Amel e três em área residencial. Moradores descreveram destruição de casas e a fuga das famílias para abrigos improvisados, enquanto a ONU ampliava o apelo por ajuda humanitária.
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, rejeitou o cessar-fogo anunciado em Washington, cobrando um acordo global que não permita ao inimigo israelense “liberdade para matar”. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou Netanyahu, chamando-o de “louco” por ameaçar bombardear Beirute e colocar em risco as negociações. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as operações, aéreas e terrestres, vão continuar para desmantelar a infraestrutura considerada terrorista. O porta-voz árabe do exército israelense, Avichay Adraee, alertou moradores do sul do Líbano sobre o perigo próximo às bases do Hezbollah.
A ONU dobrou seu apelo por ajuda humanitária para o Líbano, elevando o montante necessário para US$ 640 milhões, segundo o OCHA. O escritório destacou deslocamentos repetidos, alojamentos insuficientes e perspectivas de retorno inseguras, ampliando a vulnerabilidade da população civil e aumentando a pressão por coordenação internacional.
O conflito, que se intensificou após 2 de março e envolve ataques entre Israel e forças ligadas ao Hezbollah, continua a dificultar negociações entre Washington, Teerã e Tel Aviv. Como você enxerga um caminho para um cessar-fogo estável que proteja civis e traga alívio à região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate que envolve o futuro do Oriente Médio.
