Sonda perdida pela NASA em Marte vai parar em “cemitério de espaçonaves” 

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Conforme noticiado pelo Olhar Espacial, a NASA anunciou na última quarta-feira (3) o fim das operações da sonda MAVEN, uma das missões mais importantes já enviadas para estudar Marte. 

Após vários meses tentando restabelecer contato com a espaçonave, a agência concluiu que o equipamento não poderá mais ser recuperado, encerrando uma trajetória de quase 12 anos em atividade – relembre aqui os principais feitos.

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Representação artística da sonda MAVEN na órbita de Marte – Imagem: NASA/Goddard/Universidade do Colorado/Laboratório de Física Atmosférica e Espacial

Embora não esteja mais em funcionamento, a MAVEN continuará orbitando Marte por décadas até se desintegrar, juntando-se ao chamado “cemitério de espaçonaves” do planeta.

A expressão é usada para se referir a locais que abrigam sondas, módulos de pouso, veículos exploradores e outros equipamentos que já concluíram suas missões. Em Marte, vários artefatos permanecem na superfície ou em órbita após o encerramento de suas atividades.

Em resumo:

  • NASA encerra missão MAVEN após perder contato com sonda;
  • Espaçonave seguirá rumo ao “cemitério orbital” de Marte;
  • Falha ocorreu após manobra rotineira atrás do planeta;
  • Marte abriga diversos equipamentos históricos já aposentados;
  • Legado científico da missão continuará apoiando pesquisas.

Em uma coletiva de imprensa, representantes da NASA disseram que ainda estão investigando o que provocou a perda da MAVEN. Antes da falha, a sonda havia passado por trás de Marte em 6 de dezembro de 2025, uma manobra considerada rotineira. Quando deveria retomar o contato com a Terra, porém, os controladores perceberam que algo estava errado.

As análises indicaram que a espaçonave passou a girar mais rápido do que o previsto. As tentativas automáticas de corrigir a situação podem ter consumido a energia disponível, impedindo a retomada das comunicações.

Apesar do problema, a MAVEN permaneceu em uma órbita semelhante à que utilizava durante a missão. Com o passar do tempo, a fina atmosfera marciana reduzirá gradualmente a velocidade e altitude da espaçonave, até que ela entre nas camadas mais densas do planeta e se desintegre.

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A sonda MAVEN vai continuar orbitando Marte por algumas décadas antes de se desintegrar – Crédito: NASA

Leia mais:

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Maior “cemitério de espaçonaves” do Sistema Solar não é em Marte

Atualmente, Marte abriga diversos equipamentos históricos da exploração espacial, como os rovers Spirit e Opportunity, o módulo InSight, o helicóptero Ingenuity e o veículo chinês Zhurong, todos já aposentados.

O descarte de espaçonaves faz parte do planejamento de praticamente todas as missões espaciais. Em alguns casos, os equipamentos são direcionados para uma destruição controlada, evitando riscos de contaminação em ambientes que possam reunir condições favoráveis à vida.

O maior cemitério de espaçonaves do Sistema Solar é o da Lua, que reúne mais de 70 artefatos abandonados por missões espaciais, incluindo módulos de pouso, sondas e instrumentos científicos que permanecem em sua superfície até hoje. 

Vênus também acumula os restos de várias missões espaciais. Diferentemente de Marte e da Lua, no entanto, os equipamentos não permanecem preservados por muito tempo. Com temperaturas em torno de 460°C e uma pressão atmosférica cerca de 90 vezes maior que a da Terra, o planeta rapidamente destrói qualquer sonda que chegue à sua superfície.

Quando a sonda MAVEN finalmente desaparecer na atmosfera de Marte, chegará ao fim apenas fisicamente. O conhecimento acumulado ao longo de mais de uma década de operação continuará servindo de base para novas pesquisas sobre o passado do Planeta Vermelho.

Flavia Correia

Flavia Correia

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

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