Resumo: O Papa Leão XIV chegou a Madri para uma visita de sete dias à Espanha, enquanto associações de vítimas de abusos na Igreja Católica afirmam não ter sido convidadas para uma reunião com o pontífice, o que gerou protestos programados para a manhã de segunda-feira em frente à Nunciatura.
As entidades que lutam contra pedofilia na Igreja afirmam ter ficado de fora de um momento crucial de diálogo. Elas anunciaram que vão se reunir e protestar em frente à sede da Nunciatura, no norte de Madri, na manhã de 8 de junho, enquanto o roteiro do visita inclui Paradas por Madri, Barcelona e as Ilhas Canárias.
“Não termos sido convidados é um golpe”, afirmou à AFP Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infância Roubada. “A gente merece protagonismo; há muitos anos atuamos na linha de frente das denúncias contra a pedofilia na Igreja.” A declaração reforça a tensão entre os relatos de vítimas e as dinâmicas institucionais da Igreja durante a viagem.
Ferida aberta é a expressão que o Papa empregou ao falar dos abusos durante o voo para a Espanha. Em Madri, Leão XIV foi recebido pelo rei Felipe VI, pela rainha Letícia e pelo presidente do governo Pedro Sánchez. Além de Madri, o roteiro prevê visitas a Barcelona e às Ilhas Canárias, mantendo o foco em questões de imigração, justiça social e transparência.
Ao longo da viagem, o pontífice reiterou a necessidade de enfrentar os abusos com transparência e de promover medidas de reparação às vítimas. A presença dele na Espanha marca um momento importante de debate sobre como a Igreja lida com denúncias graves, cobrando maior responsabilidade e ações concretas para evitar que casos semelhantes voltem a ocorrer.
E você, qual é a sua leitura sobre a forma como a Igreja está lidando com as denúncias de abuso e as respostas oficiais? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.
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