Rio de Janeiro trabalha para recuperar cerca de R$1,4 bilhão do total investido pelo Rioprevidência no Banco Master, superando R$3 bilhões. A estimativa foi adiantada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após reunião com o ministro da Fazenda, Dário Durigan, em Brasília. A gestão aponta caminhos jurídicos para reaver parte dos recursos e mantém o foco em soluções para o crédito estadual.
Couto informou que o estado tem adotado todas as medidas cabíveis para recuperar os recursos, principalmente por meio de ações judiciais.
“Hoje, estamos estimando que o Estado do Rio consiga resgatar cerca de R$ 1,4 bilhão do que foi despendido. O aporte foi superior a R$ 3 bilhões e estamos fazendo todos os esforços para recuperar esses valores”, afirmou.
Operação policial e implicações políticas A investigação, conduzida pela Polícia Federal sob a Operação Compliance Zero, apura supostas irregularidades nos aportes feitos pelo Rioprevidência no Banco Master. O ex-governador Cláudio Castro (PL) figura entre os alvos de mandados de busca e apreensão no fim de maio. A PF suspeita que Castro tenha atuado para facilitar os investimentos considerados fraudulentos, embora a defesa negue irregularidades. Em decisão do STF autorizando a operação, o ministro André Mendonça apontou indícios de que Castro pode ter exercido papel político relevante para viabilizar os aportes, além de citar vínculos entre o ex-governador e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Dívida com a União e propostas de alívio Em Brasília, Couto também tratou da dívida do estado com a União, que soma cerca de R$ 231 bilhões. O governo estadual pretende usar um crédito de aproximadamente R$ 20 bilhões que a Petrobras estaria por creditar para reduzir parte desse passivo, ligado a disputas sobre o recolhimento de ICMS pela estatal.
Propag e perspectivas de acordo As negociações para adesão ao Programa de Pagamento de Dívidas dos Estados e do Distrito Federal (Propag) integram os esforços do Rio para reorganizar sua dívida. Durigan recebeu com visão positiva as propostas apresentadas, mas ainda não há definição sobre quais pedidos serão atendidos. A adesão ao Propag, autorizada pelo presidente Lula em maio, após a saída do estado do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), deve permitir a redução da parcela mensal da dívida com a União de R$ 436 milhões para aproximadamente R$ 119 milhões, gerando economia estimada em R$ 4 bilhões por ano.
O governo fluminense vê espaço para acordo ainda neste processo de adesão, com estudos em andamento sobre os desdobramentos concretos. Enquanto isso, Couto reforça que o objetivo é reduzir custos, recuperar recursos e manter a responsabilidade fiscal em foco para os próximos passos da gestão.
Quais impactos você enxerga nessa estratégia de recuperação de recursos e negociação da dívida? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o desfecho dessas ações e o que elas significam para a economia do estado.
