O Ministério Público de São Paulo denunciou Alysson Leandro Barbate Mascaro, ex-docente da USP, por crimes graves envolvendo ex-alunos e integrantes de um grupo de estudo: assédio sexual, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável. A denúncia tramita em segredo de Justiça, e a Justiça decidirá se o professor se torna réu.
A denúncia foi protocolada pela promotora Miriam Fuga Borges, da 83ª Promotoria de Justiça Criminal. O caso corre sob sigilo, enquanto a defesa aguarda manifestação pública sobre a acusação e os elementos apresentados pelo Ministério Público.
Mascaro estava afastado do cargo desde o fim de 2024, tendo sido exonerado da USP em fevereiro deste ano. Segundo o Metrópoles, ele é acusado de abusos contra ao menos 10 pessoas durante o período em que lecionou na Faculdade de Direito (Largo São Francisco) e atuou como livre-docente em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela mesma universidade.
Uma das vítimas relatou ao jornal que Mascaro costumava convidar estudantes para a casa dele para orientação acadêmica, e que o comportamento não se restringia aos moldes estritamente acadêmicos. Em um depoimento publicado, a vítima descreveu um episódio em que, ao se despedir, ele deu um abraço e, ao se virar, recebeu um tapa na bunda. Além do assédio sexual, haveria assédio moral repetido nos grupos de pesquisa liderados pelo professor, com a gestão de redes sociais dos alunos exigindo tempo e recursos, sob o espectro de pressão e controle.
Mascaro também foi orientador da dissertação de Silvio Almeida, hoje figura pública ligada ao governo federal, o que amplia o impacto institucional das investigações. Almeida já havia comentado publicamente sobre a influência do orientador em sua trajetória profissional; o vínculo entre ambos é citado pela imprensa como relevante para entender o alcance da atuação de Mascaro no meio acadêmico.
A apuração teve início em dezembro de 2024, quando a direção interina da Faculdade de Direito da USP instaurou um procedimento preliminar para colher elementos sobre as denúncias. A defesa de Mascaro negou as acusações, afirmando que não há materialidade e que o material não chegou a ser formalizado, alegando ainda que perfis falsos teriam sido usados para difamá-lo. O Poder Judiciário, em outubro, já havia deferido liminar para que dados cadastrais de contas falsas forem revelados, segundo informações do processo.
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O caso é visto como um possível marco de responsabilização em um cenário acadêmico marcado por reportagens que expõem abusos de poder. O Metrópoles lembra que Mascaro tinha peso significativo na relação entre o grupo de pesquisa e orientações estratégicas, o que acentuaria a gravidade das denúncias para a comunidade jurídica e acadêmica.
Convido você a deixar sua opinião nos comentários sobre a importância de investigações transparentes em universidades e como a sociedade pode acompanhar casos como este com senso crítico e responsabilidade.


