As exportações da Bahia somaram US$ 815,7 milhões em maio, o menor valor mensal do ano. O recuo de 6,1% ante o mesmo mês de 2024 reflete embarques menores (-5,8%) e preços médios mais fracos (-0,29%), segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Seplan.
No acumulado do ano, o volume embarcado está 5,7% abaixo do observado no mesmo período de 2024, com o setor de refino puxando a queda. Em maio, a exportação de derivados de petróleo despencou 83,1%, reflexo de paradas programadas para manutenção e da taxação sobre exportações de petróleo e derivados, implementada pelo governo federal em março para proteger o mercado interno diante da crise global de combustíveis provocada pela guerra no Irã.
Além do petróleo, outros itens da pauta baiana registraram quedas: derivados de cacau recuaram 14,9%, produtos químicos 8,4% e celulose 6,5%. Como consequência, a indústria de transformação teve retração de 14,6% nas vendas externas. A indústria extrativa também recuou, com menor exportação de minério de cobre e níquel, embora a alta dos preços internacionais do ouro tenha ajudado a mitigar parte das perdas.
Para entender o cenário, vale acompanhar o ritmo das exportações da Bahia, sensível a oscilações de preço e a decisões de política pública. E você, qual leitura tem para o que vem nos próximos meses? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos debater as perspectivas para a economia baiana.
