A influenciadora Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por suposta participação em uma organização criminosa ligada ao PCC, além de lavagem de dinheiro. A defesa afirma que ela não integra nenhuma quadrilha e ainda não teve acesso à denúncia para apresentar defesa adequada.
Ao lado de Deolane, foram denunciados nomes ligados à facção, incluindo Marcola como líder, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer. A promotoria, chefiada pelo promotor Lincoln Gakiya, aponta a atuação conjunta dessas pessoas na estrutura criminosa.
A prisão ocorreu em 21 de maio, durante operação da Polícia Civil de São Paulo em parceria com o MPSP. As investigações indicam que Deolane utilizava seu prestígio para ocultar lucros obtidos pelo PCC com o tráfico de drogas.
Segundo a apuração, Deolane movimentou R$ 13,6 milhões entre 2018 e 2022 em suas contas pessoais, além de outros R$ 14 milhões movimentados por meio de três empresas ligadas ao seu nome. A soma das informações reforça a acusação de lavagem de dinheiro associada à organização criminosa.
“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha, Rogério Nunes e Luiz Ricardo Imparato, lamenta a divulgação antecipada da denúncia na imprensa”
A defesa acrescenta que ainda não teve acesso à acusação e, assim que citada, apresentará a resposta cabível, reiterando que Deolane não faz parte de nenhuma organização criminosa e não cometeu crime algum, o que será comprovado no decorrer do processo.
Confira abaixo a galeria de imagens relacionadas ao caso, que trazem registros de momentos divulgados pela imprensa e redes sociais.
O promotor explicou que a denúncia envolve organização criminosa e lavagem de dinheiro, com Deolane entre os citados e o objetivo de ocultar lucros derivados do tráfico. A defesa planeja apresentar resposta formal assim que tiver acesso à acusação.
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