Resumo: O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acionou uma manobra para destravar votações ao pautar um projeto do governo federal que propõe encerrar a escala 6×1, alinhando o texto ao conteúdo já aprovado da PEC da jornada. A estratégia busca neutralizar a pressão do Palácio do Planalto e abrir caminho para a tramitação na próxima semana.
O projeto enviado pelo governo Lula (PT) pretendia regulamentar a PEC, detalhando pontos práticos não cobertos pela emenda. No entanto, chegou com o regime de urgência constitucional. Pelas regras, se não for votado em até 45 dias pela Câmara ou pelo Senado, a pauta fica travada até a apreciação.
Para evitar o travamento, Motta designou o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) como relator do projeto, mantendo o texto idêntico ao já aprovado pela Câmara. Com o texto unificado, a expectativa é que o projeto passe sem grandes dificuldades na próxima semana.
A insistência do Palácio do Planalto em manter a urgência gerou forte descontentamento entre lideranças da Câmara. Parlamentares lembraram que a Casa já aprovou a PEC, que aguarda a deliberação do Senado. Motta chegou a solicitar formalmente que o governo retire a urgência, ressaltando que foi um dos principais articuladores da aprovação da PEC. Diante da recusa, ele apontou que não permitiria o travamento de votações por um tema já pacificado.
“O objetivo é destravar a pauta da Casa para avançarmos em outras matérias de relevância, como o Marco Legal da Inteligência Artificial e o aumento do limite de faturamento do MEI”, disse Motta a aliados. A decisão também acendeu uma tensão entre acelerar agendas e manter a linha de atuação do governo.
Se essa manobra realmente agilizará a tramitação e o conteúdo final for o mesmo da PEC, o tempo dirá. E você, o que acha dessa estratégia para destravar votações? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da nossa cobertura.
