O best-seller e pré-candidato Augusto Cury propõe ao Brasil a adoção do semipresidencialismo por meio de plebiscito, com o Congresso aprovando um Primeiro-Ministro para cuidar do dia a dia do governo e o Presidente atuando em questões estratégicas, como defesa e relações exteriores.
Durante um evento nesta quinta-feira (11) no The Latvian – Lounge & Business Club, ele concedeu entrevista ao Bahia Notícias e destacou que a mudança seria um passo para ampliar o equilíbrio entre os três poderes, deslocando o foco de atuação para um governo mais planejado e estável.
Cury descreve o semipresidencialismo como um “óasis” institucional, defendendo uma reforma que inclua o Judiciário na busca por harmonia entre Legislativo, Executivo e Judiciário, com mudanças profundas nas regras de funcionamento do modelo atual.
Neste desenho, os ministros do Supremo Tribunal teriam prazo de oito anos, com a prerrogativa de nomeação passando a depender de uma composição plural. Seriam dois terços da magistratura, dois ou três do Ministério Público e um advogado, escolhidos pela própria OAB, em vez de depender inteiramente do Presidente.
Segundo o candidato, essa nova forma de indicação buscaria pacificar a nação ao trazer legitimidade de dentro das próprias instituições. Caso eleito, ele diz que estaria disposto a abrir mão de parte de suas prerrogativas para viabilizar a reforma, mantendo o compromisso de servir à sociedade sem buscar o poder pelo poder.
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