O TRE-SP avançou no julgamento de um recurso que pode confirmar, em segunda instância, a condenação do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), acusado de ter ligado o chefe de gabinete da Presidência da República ao PCC durante a campanha de 2024. O relator do caso, juiz Claudio Pereira, votou pela manutenção da pena já fixada na primeira instância: seis meses e 25 dias de detenção, em regime inicial aberto, acrescidos de multa. A sessão de julgamento foi suspensa logo após a manifestação do relator, com pedido de vista feito pela juíza Maria Cláudia Bedotti para analisar mais detalhes antes de proferir o voto.
A condenação original ocorreu em dezembro de 2025, depois que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou a representação contra Yamauchi. O Ministério Público aponta que, durante a campanha de 2024, o prefeito associou o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, à prática criminosa associada ao PCC.
Informações do jornal Estado de S. Paulo indicam ainda que, na ocasião, Yamauchi sugeriu que o assessor presidencial estaria envolvido no envio irregular de recursos para Diadema, o que reforçaria a linha acusatória do processo.
Na sentença de primeira instância, a magistrada Clarissa Rodrigues entendeu que o prefeito difamou a honra e a dignidade do assessor, alegando que era público o fato de o líder da suposta facção criminosa ser uma pessoa distinta da vítima. A defesa, por sua vez, sustenta a versão de que não houve apta relação entre o assessor e o PCC.
Palavras-chave: TRE São Paulo, Yamauchi, Diadema, PCC, AGU. Meta descrição: TRE-SP pode confirmar condenação de prefeito de Diadema por vinculação de assessor a PCC; veja os principais pontos, datas e decisões do processo. E você, qual a sua leitura sobre o andamento do caso? Compartilhe nos comentários para enriquecer o debate.
