Estudo aponta que Tarifa Zero no transporte amplia o acesso à saúde e reduz desigualdades

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Resumo: estudo da UnB mostra que a tarifa zero no transporte público pode ampliar o acesso da população a tratamentos de saúde, reduzindo faltas a consultas. Contudo, especialistas alertam que, sem planejamento estrutural e melhoria da oferta, o benefício não chega a quem precisa, especialmente os mais vulneráveis.

A pesquisa, divulgada pela Agência Brasil, aponta que o custo diário do transporte para quem mora longe dos centros urbanos pode chegar a valores abusivos, como 18 reais por dia. Esse peso financeiro gera estresse, imprevisibilidade e, muitas vezes, interrompe rotinas de tratamento médico, atrasando diagnósticos e prejudicando a continuidade de cuidados.

Além do valor direto, a combinação de tarifas elevadas com frotas lotadas, atrasos e insegurança nas ruas faz com que pacientes percam consultas agendadas e descontinuem terapias, prejudicando quem depende de deslocamentos regulares para a saúde.

O impacto é desigual: a crise de mobilidade afeta de forma desproporcional a população negra e moradores de periferias, que dependem quase que exclusivamente do transporte público para chegar a hospitais, clínicas e centros de reabilitação.

Mesmo com direito à gratuidade, hoje assegurado para idosos e pessoas com deficiência, a baixa circulação de ônibus nas periferias e longos tempos de espera persistem, evidenciando que a gratuidade sozinha não resolve o problema sem um planejamento de rede e de atendimento mais robustos.

A viabilidade da Tarifa Zero entra no debate público com perguntas sobre financiamento e impactos fiscais. Defensores defendem que o passe livre universal poderia funcionar como mecanismo de transferência de renda, aquecendo economias locais ao devolver poder de compra a famílias de baixa renda. Ministérios estudam modelos de financiamento e os efeitos para o orçamento público, buscando um equilíbrio entre custo e benefício social.

E você, o que acha da Tarifa Zero? Acredita que a gratuidade, somada a planejamento de longo prazo, pode transformar a mobilidade e a saúde da população? Compartilhe sua opinião e experiências nos comentários.

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