Resumo: a Zona Franca de Manaus (ZFM) 2050 foi lançada em Brasília na última terça-feira (10) para transformar a riqueza natural da Amazônia em motor de desenvolvimento sustentável. O plano, com horizonte de 25 anos, coloca indústria, ciência e governo em uma parceria para unir preservação ambiental e crescimento econômico, com foco na bioeconomia como eixo central.
A Agenda ZFM 2050 foi elaborada pela Fieam e pelo Cieam, reunindo diagnósticos e propostas para os próximos anos. O documento apresenta um roteiro para conectar produção, pesquisa e políticas públicas, visando tornar a Zona Franca um polo de desenvolvimento sustentável sem abrir mão da proteção ambiental.
Economia regional em foco: os números apresentados destacam o peso da ZFM. Em 2025, o faturamento superou US$ 41 bilhões, com cerca de 132 mil empregos diretos e mais de 600 mil indiretos. A indústria é vista como geradora de negócios, arrecadação e oportunidades, mesmo diante dos gargalos logísticos típicos da região.
Para Antonio Silva, presidente da Fieam, o debate precisa continuar ativo e a região exigir participação nas decisões nacionais. O documento reforça a integração entre indústria, ciência e pesquisa, com a meta de diversificar a produção e tornar a Amazônia um polo de inovação sustentável dentro de um novo equilíbrio entre economia e meio ambiente.
Bioeconomia e logística aparecem como pilares da proposta. A empresária Rebecca Garcia destaca que a Amazônia abriga uma biodiversidade enorme, mas enfrenta gargalos como educação formal, energia eficiente e infraestrutura de escoamento. Ela defende governança compartilhada entre indústria e governo para aperfeiçoar o modelo da ZFM e ampliar o aproveitamento econômico da biodiversidade. O MCTI, com Dorival da Costa dos Santos, chama a ZFM de “o maior experimento de desenvolvimento do mundo” e apoia a integração dos modais hidroviário, rodoviário e aeroviário para ampliar a competitividade, mantendo a floresta em pé como base da economia. O Capitão Alberto Neto reforça a necessidade de considerar as peculiaridades da região, lembrando que grande parte da área soma 97% de cobertura florestal e que a logística ainda depende de vias navegáveis para o escoamento.
O futuro da Amazônia depende de transformar biodiversidade, conhecimento científico e capacidade industrial em oportunidades reais para a população. Com planejamento de longo prazo, investimentos estruturantes e uma estratégia integrada, a ZFM 2050 busca conciliar crescimento econômico com preservação ambiental. E você, como vê o papel da Zona Franca de Manaus no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.
