Uma diarista que trabalhou para a influenciadora e advogada Deolane Bezerra Santos afirmou ter ouvido, em áudio atribuído a um suposto traficante, que Deolane e o filho dela estariam ligados a um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. A influenciadora permanece presa desde 21 de maio, em Alphaville, sob acusação de recebimento de valores de uma transportadora ligada ao PCC e de participação no esquema de lavagem de dinheiro. O material de áudio sugere a existência de um núcleo financeiro dentro do grupo, com ameaças e cobranças diretas à diarista e a familiares.
“Eles lavam dinheiro pra nós“, diz o interlocutor, que pressiona Denise Rosane Bastos para devolver R$ 80 mil e afirma saber onde ela e a família moram. A mensagem reforça que, mesmo diante de investigação, o grupo não procuraria a polícia porque, segundo ele, “nós é o crime” e já haveria um modo de agir para recuperar o dinheiro.
A denúncia do Ministério Público de São Paulo descreve uma organização criminosa orientada para lavagem de dinheiro ligada ao PCC, com Deolane apontada como parte do núcleo financeiro. O caso envolve imóveis e propriedades vinculadas à influenciadora e aos seus filhos, além de diálogos que citam empresas, “laranjas” e contas usadas para movimentar valores de origem ilícita. Registros e cópias de áudios aparecem como peças-chave da investigação.
Segundo a diarista, ela começou a trabalhar em 2021, em Barueri, e passou a atender também os apartamentos dos filhos de Deolane, no Tatuapé. Em 24 de novembro de 2025, Denise recebeu uma ligação do filho da influenciadora sobre o suposto dinheiro desaparecido. Na mesma época, dois seguranças da família teriam ido ao apartamento da diarista em São Paulo, para revista e checagens, fato que a defesa aponta como pressão psicológica e violação de privacidade.
A Promotoria sustenta que Deolane estaria conectada ao que seria o núcleo financeiro do esquema, com uso de empresas, contas bancárias e movimentações por meio de “laranjas” para ocultar a origem dos recursos. A diarista descreve episódios em que as cobranças evoluíram para ameaças, e os áudios indicariam que a operação teria vínculos com o PCC, incluindo a suposta guarda de dinheiro em imóveis da própria Deolane e de seus filhos.







Ao longo da apuração, a investigação também aponta que, no mesmo período, Denise registrou boletim de ocorrência e a Justiça determinou que as medidas cabíveis sejam acionadas para apurar eventual denúncia. A defesa de Deolane nega as acusações, afirmando não haver provas suficientes de ligação com o crime organizado.
O caso tramita na Justiça paulista, com implicações para a imagem pública de Deolane e para a percepção da relação entre celebridades e redes criminosas. A denúncia do MPSP cita ações de segurança e monitoramento como indicativos da atuação violenta da organização, além de sustentar que contratos, contas e imóveis teriam sido usados para encobrir transações ilícitas.
Qué este caso segue sob análise, a comunidade acompanha de perto as investigações e as reações da defesa, que sustenta a inocência e a falta de provas. A polícia e o Ministério Público prometem continuidade nas apurações para esclarecer os fatos.
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