A PF informou ao STF que Joana Mourão, irmã de Luiz Philipi Mourão (conhecido como Sicário), ameaçou “acabar com a família” de Daniel Vorcaro e que aliados do ex-banqueiro teriam atuado para comprar o silêncio dela. O material foi encaminhado ao STF, e o sigilo foi retirado pelo relator André Mendonça.
As ameaças foram identificadas em conversas interceptadas nos celulares de investigados. Em uma delas, Joana afirmou que poderia revelar documentos que “acabariam” com Vorcaro e sua família.
Em outra mensagem, enviada em 7 de maio ao interlocutor identificado como Manolo, após a prisão do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, ela escreveu: “Já foi o filho, o genro, hoje o sobrinho, no que depender de mim, HV será o próximo. Domingo já coloco tudo no Fantástico e no Cabrini dessa família maldita.”
A PF entende que “HV” seria uma referência a Henrique Vorcaro, pai de Daniel.
Segundo a investigação, Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo e apontado como braço direito de Henrique Vorcaro, atuou para comprar o silêncio de Joana, que relatava passar por dificuldades financeiras e disse estar “desesperada”.
Em 26 de abril, Joana e sua mãe se encontraram com Manolo, que depois relatou o encontro a Henrique. “Estamos conversando com a mãe aqui. Vamos passar os contratos dos ativos pertinentes ao nosso amigo, no nome dela, para resolver a questão”, disse Manolo em mensagem interceptada pela PF.
O STF julga nesta terça-feira (16) se mantém a prisão de Henrique Vorcaro.
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