Resumo: Durante a cúpula do G7 na França, o presidente Lula afirmou que nunca foi esquerdista e que o mundo está mais no eixo do meio do espectro político. A declaração ocorreu em conversa com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz, sinalizando uma leitura global centrada.
Em Evian-les-Bains, Lula defendeu a ideia de que governos de direita costumam permanecer no poder por mais tempo do que governos de esquerda, sugerindo um panorama mundial menos ideológico e mais pragmático. A fala foi acompanhada de perto por Georgieva e Merz, reforçando o contexto diplomático do encontro.
No trecho vazado, o presidente argumenta que, na prática, o mundo não opera sob uma agenda estritamente de esquerda, citando exemplos de permanência no poder de setores conservadores tanto nos Estados Unidos quanto na França. A chefe do FMI recorda que, ao ser eleito em 2003, havia expectativa de que Lula fosse “um esquerdista”, expectativa que não se confirmou.
“Mas eu nunca fui esquerdista”, respondeu Lula, enfatizando suas origens como diretor sindical com ligações fortes ao sindicalismo alemão, italiano e espanhol, e destacando a construção de uma postura independente no cenário global.
Ao longo da conversa, o diálogo foi acompanhado por uma série de imagens que ilustram a presença de Lula na reunião do G7, incluindo encontros com líderes da União Europeia, como Ursula von der Leyen, e com o presidente francês Emmanuel Macron.
Lula também lembrou de uma passagem da década de 1980, quando foi visto como anticomunista após recusar um convite para viajar à União Soviética. Em uma viagem pela Europa, ele buscou solidariedade internacional e acabou sendo portrayado de forma desfavorável por parte da imprensa da época.
“Em 1980, tinha um congresso na Rússia para o qual fui convidado. Eu não fui porque havia sido condenado pela Lei de Segurança Nacional. Fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade. E aí passei a ser tratado como anticomunista”, contou o petista.
Galeria de imagens: a cobertura traz três momentos marcantes da passagem de Lula pela cúpula do G7, capturados em alta qualidade para você ver os detalhes das reuniões com líderes europeus.


Para concluir, Lula encerrou o episódio reforçando a ideia de que o posicionamento mundial está atravessado por matizes de centro, não por uma linha única de esquerda. O tom foi de cautela e busca por cooperação internacional, sem abrir mão de uma visão pragmática da política global.
E você, leitor, o que pensa sobre o atual cenário global e a leitura de Lula de que o mundo está no meio? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe da conversa.
