O Iphan destinou, nos últimos dois anos, mais de R$ 1,8 milhão para projetos de restauro de terreiros de matriz africana na Bahia e em Pernambuco, via Novo PAC, com o objetivo de preservar o patrimônio físico e cultural dessas comunidades. Meta descrição: investimento público fortalece memória, saberes e identidade nacional. Palavras-chave: Iphan, Novo PAC, terreiros, matriz africana, Bahia, Pernambuco, restauro, patrimônio cultural.
Na Bahia, os recursos cobrem cinco terreiros distribuídos em três municípios: Salvador, Itaparica e Cachoeira. Em Salvador, o Terreiro da Casa Branca, o Terreiro do Alaketo (Ilê Maroiá Láji) e o Terreiro do Gantois recebem apoio para consolidar sua estrutura. Em Itaparica está o Terreiro Omo Ilê Agboulá e, em Cachoeira, o Terreiro Ilê Axé Icimimo Aganju Didé.
Em Pernambuco, a iniciativa atende ao Memorial Ilê do Terreiro Obá Ogunté, situado no Sítio de Pai Adão, na cidade do Recife. Os projetos contratados estabelecem as diretrizes de arquitetura e engenharia necessárias para a execução de futuras obras de restauro, assegurando que as intervenções sigam a arquitetura sagrada e as especificações religiosas tradicionais de cada comunidade.
Segundo o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, o investimento federal funciona como reparação histórica e reconhecimento da herança de matriz africana. Ele afirma que esses espaços guardam saberes, memórias e tradições fundamentais para a formação da identidade nacional, contribuindo para a preservação de um legado central à nossa história.
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