Kehlani se defende de críticas após anunciar show em Salvador: “Rio e São Paulo não me contrataram”

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Kehlani será uma das grandes atrações da edição de 2026 do Afropunk Brasil, em Salvador, mas a escolha gerou reação entre fãs que questionam a presença da cantora na capital baiana, entendendo que o Brasil merece mais do que um único show da artista no circuito nacional.

A discussão aponta para a disponibilidade de espaços de porte médio em Salvador, justo quando o festival reforça a ideia de celebrar gerações e expressões da música negra, unindo artistas nacionais e internacionais.

“Acho piada você vir pro Brasil de novo em outro festival, sendo que em turnês passadas você foi para Ásia e Oceania com shows solos. Sou fã desde 2017 e acho incrível o amor que você demonstra pelo Brasil, mas quando se trata de incluir a gente em shows solos, simplesmente não existe”, escreveu um fã.

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No Instagram, a artista rebateu as críticas, dizendo que não fechou apresentações em outras cidades por não ter sido procurada pelos contratantes. “Nenhuma casa de shows solo me contratou. Não depende de mim, é o meu maior desejo, mas eu não posso decidir sozinha”, afirmou.

Ela também explicou como funciona a contratação de shows: “Alguns desses lugares não têm um local de tamanho médio para eu tocar e eu não escolho nada disso; nós somos contratados pelo lugar, pelas casas de show”.

A questão de espaços é antiga em Salvador. No mês passado, o empresário Nei Ávila tratou do tema em entrevista ao Bahia Notícias, ao ser questionado sobre novas apresentações internacionais na cidade. Ele afirmou que, hoje, não existe um espaço de porte médio capaz de acomodar esse tipo de show.

A expectativa é de que a Arena Multiuso seja, de fato, uma opção para atender essa demanda. “Para essa quantidade de público, não temos uma arena. Vamos ter agora com o espaço que a Prefeitura está criando ao lado do Centro de Convenções”, afirmou o empresário, destacando que Salvador precisa de estrutura capaz de receber grandes eventos sem depender de espaços improvisados.

Segundo ele, a carência de espaços já fez a cidade perder apresentações de artistas como Bryan Adams, dono de hits como “Heaven” e “(Everything I Do) I Do It for You”. “Eu recebi uma oferta de um show de Bryan Adams, mas não tinha onde fazer aqui. Porque ele queria um lugar para 10.000 pessoas. O WET e o Parque de Exposições existem, mas há toda uma logística para montar. Agora, acredito que esse equipamento vai ampliar as possibilidades para Salvador”.

SOBRE O AFROPUNK

O Afropunk, que ocorre em Salvador desde 2021, reuniu mais de 75 mil pessoas na edição anterior. A diretora de conteúdo da IDW Company, Ana Amélia Nunes, enfatiza que a grade de 2026 reflete o gosto do público e a proposta de unir gerações na celebração da cultura afro-diaspórica. “Salvador segue sendo o coração dessa história e é daqui que ampliamos o projeto para o Brasil”, afirmou.

Além de Kehlani, o festival trará shows internacionais de Jorja Smith, FLO e Kelela, enquanto nomes nacionais como Lazzo Matumbi, Gilberto Gil, Fantasmão, Gaby Amarantos, Emicida, Criolo e AJULLIACOSTA já foram confirmados.

Essa edição promete manter o espírito do Afropunk: reunir artistas de diferentes gerações e territórios, conectando legado, presente e futuro da música negra em Salvador, que continua sendo o coração do projeto no Brasil.

E você, o que acha da circulação de grandes nomes entre cidades e da importância de espaços de porte médio para a cena brasileira? Deixe seu comentário e compartilhe a sua opinião sobre o Afropunk 2026 e as possibilidades para Salvador.

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