Firma ligada a Jaques era usada para dissimular vantagens, aponta PF

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Polícia Federal avança na investigação que envolve a família do senador Jaques Wagner. Em ação deflagrada nesta quinta-feira (18/6), o STF, por meio do ministro André Mendonça, autorizou a suspensão das atividades de uma empresa ligada ao caso. A operação, que integra a 9ª fase da Compliance Zero, aponta ligações entre o núcleo político e o Banco Master, ampliando o escopo das apurações sobre possíveis vantagens indevidas.

A PF coloca como peça central a BN Financeira LTDA, apontada como instrumento para conferir aparência de legalidade a repasses que, segundo a investigação, não teriam relação com serviços prestados. A empresa tem Bonnie Toaldo Bonilha, nora do senador, como sócia. Ao todo, a PF aponta repasses de ao menos R$ 3,5 milhões vindos da PKL ONE Participações S.A, ligada ao núcleo Augusto Ferreira Lima. Os pagamentos teriam ocorrido após Eduardo Mendonça Sodré, enteado de Wagner, cobrar de Augusto Lima uma operação associada à aquisição do Banco Master pelo BRB, cenário considerado criticamente vulnerável pela PF. A apuração ainda explica que a BN Financeira foi estruturada como microempresa com capital social baixo e sem operação compatível com os valores movimentados.

A defesa de Augusto Lima, sócio envolvido no caso, sustenta que a nova diligência da PF foi desnecessária, já que o empresário está à disposição das autoridades há seis meses para esclarecimentos. Os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebastião Mello afirmam que as ações ajudam a demonstrar a licitude dos fatos apurados, reiterando que Augusto Lima atuou dentro da lei, com transparência e responsabilidade técnica.

As investigações, que já apontam para ligações entre o núcleo político e operações financeiras, continuam em curso para esclarecer a natureza dos pagamentos sob análise. A PF busca genomificar a origem dos recursos e confirmar se houve dissimulação de vantagens indevidas, conforme apontado na denúncia e nos documentos apresentados pela autoridade.

E você, qual é a sua leitura sobre os desdobramentos dessa apuração? Compartilhe suas opiniões e perguntas nos comentários para a gente seguir acompanhando os próximos passos deste caso.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Justiça ouve envolvido no ataque a policiais civis na casa de Oruam

Rio de Janeiro — A Justiça do Rio realizou nesta terça-feira a audiência de instrução e julgamento do caso envolvendo Mauro Davi dos...

Deputado Val Ceasa é alvo de operação no Rio por suposto elo com o TCP

Uma operação conjunta entre o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Polícia Civil resultou na expedição de 14 mandados de busca...

Primeiro dia de julgamento de policiais por morte de Geovane Mascarenhas durou mais de 10 horas

Resumo do caso Sete policiais militares respondem pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014. O primeiro dia do julgamento, realizado...