A Polícia Federal deflagrou uma operação que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito do caso Banco Master. A investigação aponta que Wagner cogitou presentear a filha com um apartamento de luxo, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, cuja transferência está sob apuração.

O imóvel, ainda em construção, ficaria em Salvador, no empreendimento Poème Horto. Segundo a PF, Wagner discutiu a possibilidade de comprar ou ajudar a filha a adquirir o apartamento, com a participação de Augusto Lima, ex-sócio de um banqueiro ligado ao grupo investigado. A ideia era recomprar o imóvel depois, quando estivesse pronto.
Mensagens interceptadas pela PF indicam que o senador solicitou dados do imóvel ao empresário Augusto Lima. A obtenção dessas informações seria, segundo a investigação, necessária para emitir um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), documento exigido para alterações no apartamento.
A aquisição foi formalizada pela Epítome S.A., com recursos de estruturas de fundos vinculados ao grupo investigado, conforme apurado pela PF. A depender dos esclarecimentos recebidos, a negociação teria sido encaminhada por intermediários ligados ao entorno econômico envolvido no inquérito.
As apurações apontam que, após receber os dados solicitados, Augusto Lima acionou interlocutores para tratar da compra do imóvel, cuja transferência é alvo de interesse da PF. A linha de investigação envolve a estrutura financeira do grupo, com recursos de fundos vinculados à Epítome S.A. e a participação de intermediários na transação.
Diante do andamento do caso, cresce o escrutínio sobre as relações entre autoridades, empresários e entidades envolvidas, com a PF buscando esclarecer a eventual prática de irregularidades na aquisição de bens de alto valor.
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