
Nova troca de mensagens revelada pela Polícia Federal aponta Daniel Vorcaro como o investidor por trás de participações atribuídas ao cunhado dele em marcas de expressão no varejo brasileiro, como Oakberry e Desinchá, com a intermediação da gestora Moriah Asset. As comunicações entre Vorcaro e Fabiano Zettel indicam fluxos de pagamento, nomes de envolvidos, imóveis e valores ligados a empresas em que o empresário pretendia investir, incluindo menções ao senador Ciro Nogueira.
As mensagens detalham operações de pagamento ligadas a ativos sob a órbita de Vorcaro, citando itens como Happy Aging, Dassaut – FST e Heritage, além de várias menções a valores em milhões (“MM”) que sinalizam a magnitude dos aportes discutidos. Entre os passivos citados, estão propostas para investimentos em Oakberry e Desinchá, com notas de que a Moriah Asset consolidou cerca de 10% de Oakberry por aproximadamente R$ 100 milhões, em maio de 2024.
A relação com a Desinchá ganha contorno quando se confirma que a empresa informou, em fevereiro de 2024, que a Moriah se tornou acionista. No entanto, a própria empresa posteriormente comunicou à imprensa que a Moriah não integra mais o seu quadro societário. A Desinchá também frisou que a recompras de participação ocorreram após a instituição de mecanismos de controle financeiro, com a empresa mantendo seu posicionamento de transparência com clientes e parceiros.
Em resposta, a Oakberry esclareceu que a Moriah possuía apenas uma participação minoritária e que a gestora atuou de forma independente, sem participação de seus controladores nas tratativas com Vorcaro ou com o Banco Master. A Oakberry ressaltou padrões de governança, compliance e operação global — com atuação em mais de 50 países e mais de 1.000 lojas — mantendo o foco em seu modelo de expansão e na gestão responsável, sem abrir mão de transparência.
Já a Desinchá enfatizou que, entre 2022 e 2024, houve investimentos da Moriah compatíveis com o porte da empresa, com declarações formais de conformidade no âmbito anticorrupção. A partir do segundo semestre de 2024, a recomposição societária ocorreu por decisão da Desinchá, encerrando a relação com a gestora. A empresa afirmou manter seu propósito e transparência, priorizando clientes e colaboradores.
E você, leitor, o que acha dessa movimentação entre investidores, gestores e marcas de consumo no cenário atual? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você vê o papel de transparência e governança nessas operações envolvendo veículos de investimento e marcas consumeristas.
