Resumo: O STF, por meio do ministro Gilmar Mendes, determinou a retomada do andamento de ações sobre a pejotização, retirando a suspensão que paralisava os casos. A medida permite que os processos prossigam na Justiça do Trabalho, nas instâncias de 1º grau e nos TRTs, para que haja instrução completa e julgamento antes da definição da tese no STF.

O retorno vale para a 1ª e a 2ª instâncias da Justiça do Trabalho. O relator entendeu que a suspensão das fases de instrução e julgamento gerou represamento, prejudicando a tramitação dos casos e a uniformização de entendimentos, por isso recomenda o prosseguimento nos juízos de 1º grau e nos TRTs para a completa instrução processual.
Tal providência não compromete a autoridade da futura decisão desta Corte nem a uniformização da interpretação constitucional da matéria, uma vez que eventuais divergências permanecerão sujeitas à incidência da tese vinculante a ser posteriormente fixada pelo STF
A decisão também esclarece que a suspensão deverá retornar apenas após o julgamento definitivo da tese sobre a pejotização pelo STF.
Histórico recente: Em abril do ano passado, por decisão de Gilmar Mendes, todos os processos que tratavam da pejotização foram suspensos para aguardar a uniformização da matéria pelo STF. A nova leitura, porém, aponta que a suspensão, embora útil para racionalizar o sistema de precedentes, precisa respeitar critérios de proporcionalidade.
“Nesse contexto, mostra-se recomendável permitir o regular prosseguimento dos processos perante os juízos de primeiro grau e os TRTs, possibilitando a compreensão completa das controvérsias pelas instâncias ordinárias”, afirmou o ministro. A ideia é avançar com a instrução e o julgamento, até que a tese central seja fixada pelo STF.
Impacto prático: a reativação da tramitação busca evitar atrasos no andamento dos casos, mantendo o equilíbrio entre a necessidade de uniformidade de precedentes e o direito das partes ao devido processo. Eventuais divergências permanecerão sujeitas à futura tese vinculante.
A decisão, portanto, orienta que os tribunais de 1º grau e os TRTs prossigam com os processos, enquanto o STF trabalha na consolidação da posição sobre a pejotização, com a suspensão voltando a valer apenas ao final do ciclo de julgamento definitivo.
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