Resumo rápido: smartwatches podem registrar leituras de batimentos ao serem presos a uma fruta, mas isso não significa que a fruta tenha coração. O fenômeno é explicado pela fotopletismografia (PPG), a tecnologia que usa luz para estimar o pulso.
A fotopletismografia funciona emitindo luz na pele e medindo como ela é absorvida e refletida. Quando o coração pulsa, o volume de sangue nos capilares ao redor da pele muda, e isso altera o sinal que o sensor capta, permitindo estimar a frequência cardíaca.
Quando o relógio fica preso a uma fruta, variações aleatórias na absorção e na reflexão da luz podem ser interpretadas pelo algoritmo como batimentos. Em testes citados pela IFLScience, uma banana registrou 85 batimentos por minuto, nectarina e abacate ficaram em torno de 70 bpm, um kiwi marcou 110 bpm, e um tomate não mostrou leitura.
Isso não prova que frutas tenham batimentos. Vibrações, movimentos e pequenas oscilações na pele podem induzir leituras que o sensor lê como pulso. Em resumo, é um artefato técnico, não um pulso real.
O fenômeno não se restringe às frutas: outros objetos próximos podem produzir leituras semelhantes, dependendo das condições observadas pelo sensor óptico. O que fica claro é que os sensores de pulso são sensíveis ao contexto.
Abaixo, veja uma galeria com imagens que ilustram o experimento, que ajudam a entender como o uso de sensores ópticos pode gerar leituras enganosas em situações incomuns.
Imagens em destaque: a primeira mostra uma pessoa usando um smartwatch; a segunda revela uma maçã com um desenho de coração na casca ao lado de um estetoscópio, ilustrando como contextos diferentes expõem o funcionamento dos sensores ópticos.
Conclusão: leituras de batimentos obtidas em frutas não refletem batimentos reais. A ciência aponta que a fotopletismografia é sensível ao contexto, o que reforça a importância de considerar o ambiente e o objeto de leitura ao avaliar dados de saúde coletados por wearables.
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