Acidente revela uso de carro apreendido e leva secretário do Amapá a investigação

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O Tribunal de Justiça do Amapá autorizou a abertura de uma apuração para investigar se o secretário de Segurança Pública, Cezar Augusto Vieira, utilizou um veículo apreendido pela Justiça para fins privados. A investigação se concentra no desvio de finalidade do bem, que deveria ficar à disposição da delegacia, e não ao uso de uma autoridade, gerando dúvidas sobre a conduta da gestão da pasta.

Acidente envolvendo veículo apreendido aponta para apuração sobre o uso do bem pelo secretário
Acidente envolvendo veículo apreendido aponta para apuração sobre o uso do bem

O veículo, uma Chevrolet S-10, deveria ficar à disposição da delegacia, mas, conforme apurado, ficou sob a guarda de um mecânico, Francisco Gomes Vilhena, por cerca de um mês, em uma garagem nos fundos de sua casa, a pedido do secretário. Mesmo com a documentação de abastecimento, Vilhena afirmou não possuir a senha do sistema e disse que recebia pagamentos informais pelo uso do carro, que chegou a ser utilizado em atividades relacionadas a investigações de furto de gado no interior do estado.

Em depoimento, Vilhena disse que o secretário orientou que o veículo fosse usado para “serviços de investigação e operações policiais”, embora afirmasse não ser servidor público e manter contato direto com o chefe para repassar informações sobre as apurações de furto de gado. O mecânico também relatou que a placa original do veículo estava em seu poder e que a placa adulterada foi inserida no carro de forma a dificultar a identificação.

A Polícia encaminhou o caso à Corregedoria e abriu um processo a pedido do Tribunal de Justiça do Amapá, levando em conta a gravidade dos fatos e o possível envolvimento de autoridade. A defesa afirma que o veículo era utilizado de forma institucional, mas as investigações preliminares apontam que o bem não estava mais sob a guarda da secretaria, gerando dúvidas sobre a real finalidade do uso.

Segundo a nota divulgada pela secretaria, o secretário alega que a situação envolve retórica política da oposição, que, segundo ele, não consegue atacar o desempenho da segurança pública. A história também envolve rumores sobre vínculos entre o mecânico e facções criminosas, o que reforça a necessidade de uma apuração rigorosa para esclarecer todos os fatos.

Qual é a sua opinião sobre o caso? Você acredita que houve uso indevido de um veículo apreendido ou que a gestão da segurança pública está sendo alvo de campanha política? Compartilhe seus pensamentos nos comentários e participe da discussão sobre a integridade das ações administrativas e policiais.

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